sábado, 23 de setembro de 2017

LULA, TEMER E O CIRCO MARIMBONDO


Lula e o PT fomentaram a dicotomia a tal ponto que coxinhas e mortadelas passaram de adversários políticos a inimigos figadais, e ora travam um embate insano em que só há perdedores: quando um lado comemora as desventuras do outro, o avanço das investigações traz novos fatos que invertem diametralmente a situação.

Poucos ainda têm estômago para ouvir Lula, o hepta-réu, protestar inocência e se dizer perseguido e injustiçado, mas é igualmente revoltante ver a cara de paisagem de Michel Temer, que age como o país avançasse de vento em popa e sua permanência na presidência não estivesse por um fio. No entanto, daí a defender a anulação do impeachment e a volta de Dilma, com fazem alguns, é tão absurdo quanto saudar a mandioca ou acreditar que o chefe da ORCRIM é o salvador da pátria, o portador da luz e o dono absoluto da verdade.

Observação: Segundo O Globo, Lula, discursando para uma claque na Fundação Perseu Abramo ― entidade ligada ao PT ―, flatulou mais essa: “Mexeram com quem não deveriam mexer”. Não é porque estou acima de qualquer coisa. É porque eu não fiz o que eles dizem que eu fiz. (…) Eles estão mexendo com um político que não roubou, que não tem medo deles e que a única coisa que tem é a sua honra para defender”.

Há quem diga que esse projeto de candidato deveria mesmo concorrer, pois somente sua derrota nas urnas exorcizaria o mito do “grande estadista vítima da conspiração das ‘zelites’, da Globo, da Justiça e da ponte que o partiu”. Mas isso exigiria o sobrestamento de todas as acusações contra ele, e até mesmo nesta republiqueta de bananas a Lei determina que bandido deve ser julgado pela Justiça, não pelas urnas.

O demiurgo do agreste sempre foi mestre em manipular os desassistidos e iludir os desinformados, mas seu carisma já não é o mesmo: em recente caravana pelo Nordeste ― onde a pobreza é acentuada e o eleitorado, mais facilmente manipulado ―, o pupilo de Lampião voltou a ser o que era antes de 2002, ou seja, um candidato de piso alto e teto baixo (o piso alto lhe daria um lugar no segundo turno; o teto baixo lhe retiraria chances de vitória).

Lula confunde o Brasil dos nossos dias com o de 2002, quando ele contava com marqueteiros de primeiro time para criar a imagem do “Lulinha Paz e Amor” ― hoje, sua insolência faz mais o gênero jararaca, e nem Duda Mendonça nem João Santana estão disponíveis para auxiliá-lo. Em 2002, José Alencar ajudou a dispersar o receio de um governo norteado pelas ideias radicais e inconsequentes do PT, e a Carta ao Povo Brasileiro ― idealizada, pelo então aliado e hoje abominado Antonio Palocci ― que corre o risco de ser expulso do partido por ter entregado o chefe ― assegurava que os compromissos internacionais, contratos e metas de superávit primário seriam respeitados, o que foi decisivo para conquistar o apoio de parte do empresariado e obter financiamento de campanha. Naquela época, uma parcela significativa da classe média (nas regiões Sudeste e Sul, inclusive) resolveu dar uma chance ao “candidato do povo”; hoje, o rufião vermelho aparece nas pesquisas como o mais rejeitado entre os pretensos presidenciáveis.

Em 2005, quando o Mensalão veio a público, o sapo barbudo convenceu a militância de que a bandalheira fora necessária, que o PT não era corrupto ― os outros é que eram ―, e que ele precisava de apoio para governar e implementar seus programas sociais. Uma falácia que dificilmente colaria nestes tempos de Lava-Jato, por mais que o colecionador de processos bata na tecla da perseguição política.

Lamentavelmente, os áulicos militantes petistas não são os únicos que se deixam iludir pelo besteirol que inunda a mídia e as redes sociais. Prova disso é o apoio crescente a Jair Bolsonaro e o número de inconsequentes que defendem a intervenção militar como solução pôr ordem na casa de Noca em que se transformou o Congresso Nacional.

Observação: Militares não são imunes à picada da mosca azul, e a história ensina que eles vêm para ficar pouco tempo, mas se entronizam no poder, prendem e arrebentam a torto e a direito e não resolvem merda nenhuma.

Enquanto a tropa de choque do governo define a denúncia do MPF contra o presidente como uma farsa, menospreza o inquérito da PF que mapeou a atuação dos caciques do PMDB ― que, sob o comando de Temer, davam as cartas na Câmara e, depois, no Planalto ―, trata os R$ 51 milhões encontrados no bunker de Geddel como algo de somenos, mas faz o maior carnaval com a foto de Janot sentado em um bar com um dos advogados de Joesley Batista, a patuleia vermelha repete ad perpetuam o mantra de que não há provas contra Lula ― sete vezes réu e já condenado a 9 anos e 6 meses de prisão em um dos processos ― e que Palocci mentiu para se livrar da cadeia.

Haja saco para aturar tanta cretinice!

O FIM DO MUNDO SEGUNDO MAIS UM MALUCO


Depois do fim do mundo segundo Nostradamus, do Apocalipse Maia e outras bobagens que tais, agora um maluco assegura que um tal Planeta X (ou Nibiru) vai colir com a Terra neste sábado, 23 de setembro, e destruir totalmente a humanidade.

O numerólogo David Meade ― esse é o nome do profeta delirante em questão ― já havia tentado emplacar suas teorias em 2012, mas foi desmentido por um cientista da NASA, que, na época, disse serem ridículas as declarações sobre um planeta próximo, em curso de colisão com o nosso, e ao mesmo tempo invisível.

A profecia do discípulo de Dilma - a senhora dos ventos de admiradora confessa do ET de Varginha - se baseia em versos e códigos numerológicos da Bíblia centrados no número 33 (exatamente o número de dias entre o eclipse solar do dia 21 de agosto, que ele considera ter sido um aviso, e a data apocalíptica).

Besteirol ou não, é incontestável que vivemos tempos estranhos. Haja vista os furacões das últimas semanas, que arrasaram países da América Central e deixaram um rastro de destruição pelos estados norte-americanos do Texas e da Flórida.

Isso sem mencionar o terremoto no México, os ataques terroristas do Estado Islâmico, a eleição de Trump, as experiências nucleares do aborto norte-coreano travestido de ditador, a crise política no Brasil, o fato de Lula continuar respirando, e por aí vai...

Saiba mais em http://veja.abril.com.br/ciencia/fim-do-mundo-vai-ocorrer-no-proximo-sabado-diz-teoria/


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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

HOMENAGEM À PRIMAVERA



A primavera começa oficialmente às 17h02min desta sexta-feira. Em homenagem à estação das flores, relembro o inesquecível Cartola e sua igualmente inesquecível “As rosas não falam” ― que você pode ouvir no clipe abaixo (ou seguindo este link).

Disse o poeta que “as rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti”. No contexto atual, no entanto, se pensarmos no antro de ladrões em que se transformou a capital da República, existe o risco do cheiro da podridão ser insuportável.

Para não ficar só nisso, o STF autorizou a remessa da derradeira denúncia de Janot contra o presidente da Banânia. O rito a ser seguido será o mesmo da anterior, mas já começamos com adiamentos. Nesta manhã, dos 513 deputados que integram a Câmara Federal, havia apenas 2 marcaram presença, e como a leitura da denúncia ― ato essencial para que o processo tenha andamento na Casa ― exige quórum de pelo menos 51 parlamentares, o troço vai ficar para a próxima terça-feira, se tudo correr bem.

O resultado, imagina-se, será o mesmo da primeira denúncia. Resta saber isso vai nos custar, pois Temer vai precisar molhar a mão dos proxenetas e marafonas do Parlamento para obter os 172 votos de que precisa para barrar a abertura do inquérito no STF.

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O DESTINO DE TEMER NAS MÃOS DOS PROXENETAS DO PARLAMENTO. OUTRA VEZ.

O mundo dá voltas, a história se repete, e quem não aprende com os erros do passado está fadado a tornar a cometê-los indefinidamente.

Há pouco mais de um mês, assistimos a um espetáculo circense de quinta categoria, protagonizado na Câmara Federal, que teve como apoteose o sepultamento da denúncia contra o presidente Michel Temer ― que gastou bilhões de reais para saciar o apetite pantagruélico dos proxenetas do Parlamento e suas quengas amestradas. Ao que tudo indica, teremos um repeteco, ainda que com produção mais pobre, porque já não dinheiro para o governo pagar o michê das marafonas. Mas o resultado deverá ser o mesmo.

No início da noite da última quarta-feira, a ministra Cármen Lúcia suspendeu a sessão que decidia se a segunda e derradeira flechada de Janot contra Temer será submetida à Câmara, onde os parlamentares já estão se mobilizando para escolher relator e membros da CCJ ― e os “presentinhos” que querem ganhar em troca de livrar o rabo do presidente da Banânia.

Especulava-se que 4 ministros poderiam votar a favor da defesa ― que pugna pela suspensão da denúncia até que sejam esclarecidos os indícios de irregularidade envolvendo as delações da JBS/J&F ―, mas, dentre os que já se posicionaram, somente o inevitável Gilmar Mendes divergiu do relator.

Dias Toffoli discordou em parte, com base na convicção de que a denúncia não pode ser aceita caso se baseie em fatos ocorridos antes de Temer assumir a presidência ― mas disse que falava “em tese”, e não quis analisar o mérito, pois o relator tampouco o fizera. Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes seguiram integralmente o voto de Fachin, estabelecendo uma maioria a favor de enviar a denúncia ― embora tenham manifestado suas preocupações com os “desvios” das delações premiadas.

A votação será retomada na tarde de hoje, quando os ministros Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e a presidente Carmem Lucia devem proferir seus votos ― e, espera-se, acompanhar a maioria. Mesmo assim, quatro ministros potencialmente divergentes antecipam o próximo embate no plenário da Corte, sobre a possibilidade de anulação das provas das delações, especialmente os áudios da JBS. O tema não estava em discussão na sessão de ontem, mas Gilmar Mendes, o supremo, não se furtou a suscitar a questão ― e só não conseguiu levar o debate adiante porque Carmem Lucia lembrou-o de que o tema não estava na pauta, embora reconhecesse que o Supremo tem um encontro marcado com o assunto. A propósito, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que os novos áudios da JBS revelam desvio de finalidade na colaboração, e que, em tese, isso poderia até mesmo levar à anulação total ― tanto do acordo quanto das provas.

Pelo visto, o próximo embate no STF já está definido.

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PROTEJA SEU ROTEADOR E NAVEGUE COM SEGURANÇA

NAMORO À DISTÂNCIA É COMO ORELHA DE BOI ― PERTO DO CHIFRE E LONGE DO RABO.

Você tem um pacote de Internet Security responsável, evita navegar por sites suspeitos e foge de anexos e links que chegam por email. Mesmo assim, um belo dia se torna vítima de fraude digital ou tem seu sistema invadido por algum vilão cibernético. Como se explica isso?

A resposta pode estar no seu roteador ― aquele dispositivo que, acoplado ao modem ou conectado a ele, distribui o sinal de internet por todos os cômodos da casa, permitindo que você navegue na Web com seu o notebook, tablet ou smartphone enquanto toma a fresca da tarde na varanda ou pega um bronze à beira da piscina. Para os especialistas em segurança, toda rede de computadores tem um elo fraco, e não raro essa vulnerabilidade está no roteador.

Observação: Para acessar um site, o internauta digita o URL respectivo na caixa de endereços do navegador, e esse “endereço” é convertido para a linguagem compreendida por dispositivos computacionais por um servidor DNS, que o associa ao “endereço real” do site ― ou seja, seu respectivo IPs. Via de regra, usamos o DNS fornecido pelo nosso provedor de internet, mas é bom saber que existem alternativas gratuitas que podem ser mais vantajosas (detalhes nesta postagem).

Substituir a senha padrão do roteador e atualizar o software que o controla ajudam um bocado a aprimorar a segurança da sua rede. Para conferir a segurança do seu dispositivo, a AVAST desenvolveu uma ferramenta que aponta falhas e sugere correções. Ela está presente no escaneamento inteligente dos softwares de segurança da empresa (antivírus, Internet Security, etc.), inclusive nas versões freeware (gratuitas), e executá-la por demanda é muito fácil: basta abrir interface do AVAST 2017, clicar em Proteção (na coluna à esquerda), em Verificador de Wi-Fi e no botão ESCANEAMENTO DE REDE.

Em poucos segundos, você terá acesso ao diagnóstico, que envolve todos os aparelhos ligados à sua rede e aponta senhas padrão ou fracas, falhas no firmware (software de controle) do roteador, redes não criptografadas e inseguras, sequestro de DNS (técnica que reendereça as requisições para webpages falsas) e portas de rede abertas (passíveis de exploração por cibercriminosos). Clicando na setinha que aparece do lado direito de cada dispositivo, você verá informações adicionais, tais como o IP, o número MAC e os nomes do fabricante do dispositivo, do dispositivo propriamente dito e do DNS.

Note que a ferramenta não tem permissão para acessar e modificar as configurações do roteador; eventuais alterações têm de ser feitas pelo próprio usuário ― ou por alguém que tenha conhecimentos avançados de redes e seus intrincados protocolos. Para mais informações, acesse a página de suporte do Verificador de Wi-Fi.

E como hoje é sexta-feira:

O sujeito diz ao médico:
― Doutor, me ajude, eu tenho me irritado com tudo, não aguento ver a Globo, nem ler a Veja ou s IstoÉ... Só leio Carta Capital, o blog 247 e chamo todo mundo de fascista... Quando entro numa discussão, doutor, parto para ataques pessoais, disfarçando a minha falta de argumentos. Isso é horrível!
― Hummm ―, murmura o médico. ― Alguma compulsão alimentar?
― Pão com mortadela.
― Alguma mania recente?
― Sim. Sem mais nem menos, venho repetindo a palavra GOLPE a toda hora, 7 dias por semana!
― Acho que sei do que se trata, mas vamos fazer um teste. Termine a seguinte frase: a culpa é...
― Difícil, doutor, vem tanta coisa na mente!
― Por exemplo?
― A culpa é do FHC, da direita, das elites, do imperialismo norte-americano, etc...
― Então diga uma cor.
― Vermelho.
― Um nome que te causa mal-estar?
― Sérgio Moro.
― Impeachment?
― É golpe!
― Temer?
― Fora!
― José Dirceu?
― Injustiçado!
― Dilma?
― Mamãe!
― Lula?
― O homem mais honesto do Brasil!
―Pois bem, o diagnóstico é claro: você contraiu o vírus "petralhis socialistus".
― Isso tem cura, doutor?
― Ter, tem, mas o tratamento é difícil e poucos concordam em segui-lo.
― Qual é, doutor?
― Mude-se para Cuba, Venezuela ou Coreia do Norte. Depois de alguns meses você estará completamente curado.

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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

ESQUECEU A SENHA DO SEU EMAIL? CONTINUAÇÃO...

SE TEMPO É DINHEIRO, POR QUE NÃO PAGAMOS NOSSAS DÍVIDAS COM TEMPO?

Na postagem anterior, vimos como recuperar a senha de uma conta no Gmail. Na sequência, veremos como proceder nos serviços da Microsoft e do Yahoo!

No caso da Microsoft, o Microsoft ID é útil para quem acessa o Windows com seus dados de login no webmail da empresa (Hotmail ou Oultook.com) ou em aplicativos como o Skype. Para redefinir a senha, clique aqui, informe seu endereço de email, clique em Próximo > Esqueci minha senha, marque a opção correspondente, digite o captcha e informe a conta auxiliar. Se não tiver uma ou não se lembrar da que você cadastrou, clique em Não tenho nenhuma, informe o endereço de email para o qual você deseja que o código de segurança seja enviado, acesse essa conta, copie o código, cole-o no espaço correspondente e clique no botão Verificar. No formulário que é exibido em seguida, forneça todas as informações que conseguir lembrar e aguarde até que a equipe da Microsoft as analise e lhe envie uma resposta (o prazo é de até 24 horas).

No Yahoo! Mail o procedimento é semelhante. Clique aqui para acessar o site de serviço, clique na opção Esqueci minha senha e digite o número do seu celular. Se você trocou de linha e não atualizou seu cadastro, clique na opção Não, não sei os dígitos e confirme o envio da chave de acesso para sua conta de email alternativa. Se você não tiver acesso a essa conta, então a coisa complica. O jeito é tentar reabilitá-la e depois repetir o procedimento, pois a opção Não tenho acesso a este e-mail agora não oferece um mecanismo alternativo.

Boa sorte. 

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LULA E O “NÓS X ELES”


A dicotomia na política não foi criada por Lula, mas se disseminou graças a ele e a seu espúrio partido. Hoje inimigos figadais, coxinhas e mortadelas se digladiam no campo de batalha das redes sociais. Só que nada têm a comemorar: quando um lado festeja as desventuras do outro, logo é desautorizado pelo avanço das investigações e contrariado pela inevitável inversão no viés dos fatos.

Essa conversa mole de Lula ser inocente, perseguido, injustiçado e, pior, postulante à presidência da Banânia revolta até estômago de avestruz. Mas a postura fleumática de Temer ― que não é réu e nem foi condenado, mas já foi denunciado duas vezes no exercício do cargo ― não lhe fica atrás. Todavia, defender a anulação do impeachment e a volta de Dilma é tão absurdo quanto saudar a mandioca, reverenciar o ET de Varginha ou acreditar que o comandante máximo da ORCRIM é o pai do povo, o salvador da pátria, o portador da luz e dono absoluto da verdade. Aliás, é patético o último bordão criado pela alma viva mais honesta da galáxia, que agora diz preferir a morte a contar uma mentira ao povo brasileiro.

Há quem diga que o crápula vermelho deveria concorrer, pois somente sua derrota acachapante nas urnas exorcizaria o mito de grande estadista vítima da conspiração das “zelites”, da Globo, da Justiça e da ponte que o partiu. A questão é que isso exigiria o sobrestamento de todas as acusações contra ele. Mesmo numa republiqueta de bananas, a Lei determina que bandido seja julgado pela Justiça, não pelas urnas.

Lula sempre foi mestre em iludir os menos informados, mas seu carisma minguou. Na recente caravana pelo Nordeste ― onde a pobreza é mais acentuada e o eleitorado, mais facilmente manipulado, o petista voltou a ser o que era antes de 2002: um candidato de piso alto e teto baixo (o piso alto lhe daria um lugar no segundo turno; o teto baixo lhe retiraria chances de vitória).
Demais disso, não devemos confundir o Brasil dos nossos dias com o de 2002. Naquela época, o petralha contava com marqueteiros de primeiro time para criar a imagem do “Lulinha Paz e Amor”; hoje, faz mais o gênero jararaca. E tanto Duda Mendonça quanto João Santana já não estão disponíveis para auxiliá-lo.

Em 2002, José Alencar ajudou a dispersar o receio de um governo norteado pelas ideias radicais e inconsequentes do PT, e a Carta ao Povo Brasileiro ― idealizada, vejam só, por Antonio Palocci, que agora corre o risco de ser expulso do partido por ter entregado o chefe ― sugeria que o sindicalista, se eleito fosse, manteria compromissos internacionais, contratos e metas de superávit primário. Isso foi decisivo para a conquista do apoio de parte do empresariado, obtenção de financiamento de campanha, e conquista de votos de parte da classe média (inclusive nas regiões Sudeste e Sul) resolveu dar uma chance ao “candidato do povo” ― que hoje figura como o mais rejeitado da lista de pretensos presidenciáveis.

Em 2005, quando o Mensalão veio a público, Lula abandonou os feridos no campo de batalha e conseguiu convencer a militância de que a bandalheira fora necessária, que o PT não era corrupto ― os outros é que eram ―, e que ele precisava de apoio para governar e implementar seus programas sociais. Uma falácia que dificilmente colaria nestes tempos de Lava-Jato, com o sacripanta colecionando processos e batendo na mesma tecla da perseguição política.
Mas não são só a militância petista, composta de áulicos incorrigíveis, que se deixa ludibriar pelo besteirol que abunda na mídia e nas redes sociais, como se pode inferir da postura dos extremistas “de direita”. Mas isso já é assunto para a próxima postagem.

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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

NÓS X ELES E O PRONUNCIAMENTO DO STF SOBRE O PEDIDO DA DEFESA DE TEMER

Muita gente já está até os tampos com as boçalidades de Lula e com a permanência, no Palácio do Planalto, do produto de 13 anos e fumaça do lulopetismo ― para quem não sabe ou não se lembra Temer só chegou à presidência porque foi escolhido pelo molusco eneadáctilo (e ora hepta-réu), em 2010, para ser o vice na chapa encabeçada pela anta vermelha. Isso sem mencionar a caterva que cultua Bolsonaro e/ou pugna por uma intervenção militar, composta de extremistas de direita que, como os esquerdopatas, mereceriam nosso mais profundo desprezo, não fosse pelo fato de essa gente votar. E como o poder abomina o vácuo, é justamente aí que mora o perigo.

Observação: Dias atrás, durante uma palestra para maçons, o general Hamilton Mourão defendeu abertamente um golpe militar. É certo que situações desesperadoras exigem medidas extremas, mas repetir os erros do passado esperando obter resultados diferentes no futuro é burrice. A Procuradoria Geral da Justiça Militar afirmou que “o general não infringiu nenhum artigo do Código Penal Militar”; o comandante do Exército, “que o problema estava superado”; e o ministro da Defesa, que “há um clima de absoluta tranquilidade e observância aos princípios de disciplina e hierarquia constitutivos das Forças Armadas”. Aí temos uma fenomenal hegemonia da burrice, pois o comandante das Forças Armadas é o presidente da República, e uma intervenção militar só pode ocorrer nos casos previstos pela Constituição ― nenhum dos quais tem a ver com a não punição de políticos corruptos.

É notável a semelhança entre os discursos de Temer e seus vassalos e os de Lula e seus lunáticos seguidores, notadamente quando rebatem as acusações de que são alvo. Isso ficou patente por ocasião da segunda denúncia de Janot contra o presidente e do depoimento bombástico de Antonio Palocci ao juiz Moro, que atropelou o petralha parlapatão com a força de uma locomotiva descontrolada.
Os dois insolentes se dizem perseguidos ― Lula, por Moro; Temer, por Janot ― e buscam convencer a população a ignorar o que existe contra eles. O peemedebista acusa o ex-procurador-geral de conspirar contra ele para prejudicar as reformas ― como se Janot agisse em causa própria ―, ao passo que o petralha atribui as acusações contra ele a uma conspiração que visa impedi-lo de concorrer novamente à presidência.

Até nas metáforas as defesas se parecem. Logo depois de Janot formalizar a segunda denúncia contra Temer, o Planalto publicou que se tratava de uma peça de “realismo fantástico”. Lula, por seu turno, disse que Palocci, um médico frio e calculista, “é capaz de simular uma mentira mais verdadeira que a verdade”.

Agora à tarde, o STF deve decidir sobre a denúncia de Janot contra Temer ― desta vez por organização criminosa e obstrução da Justiça. Segundo Merval Pereira, o placar deverá ser de 7 a 4 ou 8 a 3 a favor do encaminhamento da denúncia à Câmara. Mas estamos no Brasil, onde nada mais surpreende. Enquanto o ministro Marco Aurélio Mello se disse espantado com o pedido do advogado Antonio Cláudio Mariz ― para sustar a denúncia contra seu cliente ―, Gilmar Mendes defendeu o causídico.

Vamos acompanhar e ver o que acontece.

O SONHO ACABOU

Ao detalhar o “pacto de sangue” entre Lula e a Odebrecht, o petralha arrependido Antonio Palocci jogou uma pá de cal sobre a retórica do ex-chefe ― que insiste em posar de inocente injustamente perseguido ― e bateu o penúltimo prego no caixão onde os projetos políticos do demiurgo parlapatão dormirão seu sono eterno.

Como toda ação provoca uma reação, Palocci foi rebaixado, pelo comparsa de crimes, de “uma das mentes mais brilhantes do Brasil” à condição de “pessoa dissimulada, fria, calculista e capaz de simular mentiras mais verdadeiras que a verdade”.

O mundo gira, a Lusitana roda, e Lula muda o discurso conforme suas conveniências. Mas já não sensibiliza mais ninguém, a não ser a militância atávica, que se extasia com cada flatulência verbalizada pelo parlapatão de nove dedos. 

Em recente excursão pelos currais do Nordeste, a caravana petralha reuniu apenas os áulicos seguidores de sempre, engrossados por uma caterva de boçais pagos para aplaudir até mesmo os delírios da senadora Gleisi Hoffmann, para quem a devastadora paulada de Palocci em seu amado líder foi orquestrada ― pasmem! ― pela CIA.

Lula e a escória vermelha que o apoia perderam o rumo e o senso de ridículo. Apegam-se a qualquer lorota em busca da candidatura como saída para livrar o molusco da prisão. Para eles, todos os delatores que acusam Lula mentem, só Lula fala a verdade, pois “prefere a morte a contar uma mentira ao povo brasileiro”.

Mesmo na republiqueta de bananas em que esse imprestável e sua deplorável sucessora transformaram o Brasil, uma chapa encabeçada por alguém com uma folha corrida de dar inveja a um chefe do tráfico não pode prosperar. E ainda que esse alguém concorresse e se elegesse (afinal, estamos falando do colégio eleitoral tupiniquim), não poderia ser empossado, pois a Constituição impede um candidato com pendências judiciais de assumir a presidência da República.

ObservaçãoNo final da tarde de ontem, o juiz Vallisney de Oliveira aceitou denúncia do MPF contra Lula e Gilberto Carvalho, por cobrança de propina (R$ 6 milhões) em troca da edição da MP 471/2009, que beneficiou as montadoras Caoa e Mitsubishi. Lula responderá por corrupção passiva, o que o promove a hepta-réu - além da ação em que já foi condenado a 9 anos e meio de prisão, ele responde a mais três na Lava Jato, uma na Zelotes e outra na Operação Janus.

Os petistas e seus esbirros podem dizer o que quiserem, mas Brasília fica mais longe do rebotalho vermelho a cada dia, a não ser que seu projeto eleitoral seja uma vaga na Papuda. Se você ainda tem dúvidas, acesse este link.

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http://informatica.link.blog.br/

http://cenario-politico-tupiniquim.link.blog.br/

http://acepipes-guloseimas-e-companhia.link.blog.br/ 

ESQUECEU A SENHA DO SEU EMAIL? VEJA COMO PROCEDER

O PURO É CAPAZ DE ABJEÇÕES INESPERADAS E TOTAIS, E O OBSCENO, DE INCOERÊNCIAS DESLUMBRANTES.

A popularização de aplicativos de troca de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, reduziu significativamente o uso do correio eletrônico, mas há situações em que o velho email se faz necessário. Um bom exemplo é quando nos cadastramos em webservices ou redes sociais, por exemplo, e temos de clicar num link de confirmação que é enviado para o nosso endereço eletrônico. O problema é que, se não acessamos a conta de email regularmente, acabamos fatalmente esquecendo a senha de login, e aí a porca torce o rabo.

Observação: A necessidade de criar senhas fortes e evitar usar a mesma password para finalidades distintas ― como netbanking e webmail, por exemplo ― aumenta o número de combinações que somos obrigados a memorizar. Escrevê-las num post-it e colá-lo na moldura do monitor é prático, mas nada recomendável do ponto de vista da segurança, daí eu sugerir a instalação de um gerenciador de senhas ― nesse caso, basta memorizar a “senha mestra” e deixar as demais por conta do aplicativo.

A boa notícia é que, no momento em que criamos uma conta nos principais serviços de webmail, informamos um endereço eletrônico alternativo ― ou um número de celular ― para o qual o provedor envia um código e/ou instruções para acessarmos nossa caixa postal no caso de não nos lembramos da senha. A má notícia é que esse endereço pode estar inativo, ou o número do telefone que fornecemos já não ser mais o que utilizamos, mas aí já é outra história.

Como saber não ocupa lugar, veja como recuperar o acesso a uma conta de email no Gmail, no Yahoo! e no Hotmail/Outlook.com:

Se você usa o Gmail, sua conta está associada a todos os serviços disponibilizados pelo Google. Para redefinir sua senha, acesse http://mail.google.com, clique em Próxima e em Esqueceu seu email? e siga as instruções na tela. Dentre as opções oferecidas pelo serviço de recuperação estão o envio de uma mensagem para algum dos dispositivos móveis atrelados à sua conta ou um SMS para o número de celular que você cadastrou. Resolvido o problema, atualize seus dados, anote as informações de login e guarde-as em local seguro.
   
Os demais ficam para a próxima postagem, pessoal. Até lá.

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terça-feira, 19 de setembro de 2017

CCLEANER ADULTERADO POR CRACKERS

QUALQUER UM PODE ENVELHECER. PARA ISSO, BASTA VIVER O SUFICIENTE.

Enquanto eu preparava um comparativo entre o CCleaner e o Advanced System Care ― duas das suítes de manutenção mais populares entre os usuários do Windows ―, recebi a notícia de que a bandidagem digital invadiu o código fonte do programa da Piriform (que hoje faz parte do portfólio da desenvolvedora de aplicativos de segurança AVAST).

Fato é que os mais de 2 milhões de internautas que instalaram ou atualizaram o CCleaner entre 15 de agosto e 12 de setembro podem levado de brinde o malware criado pelos cibercriminosos. A Piriform disse que adulteração tinha por objetivo capturar dados sobre o sistema dos usuários, mas não deixou bem claro o que os cibercriminosos pretendiam fazem com as informações.
     
Um relatório da Cisco Talos ― que teve participação na descoberta e resolução da ameaça ― sugere que o sequestro pode ter sido um trabalho interno, pois o download dos arquivos de instalação contaminados era oferecido a partir de servidores oficiais ― em outras palavras, os responsáveis pela adulteração do código devem ter tido acesso privilegiado a computadores da própria Piriform. A empresa garante que nenhuma ação foi realizada antes da descoberta, e que mesmo quem baixou a versão infectada não teve suas informações, dados e outros recursos comprometidos.

Como cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, se sua versão do CCleaner é a 5.33.6162, sugiro não rodar o aplicativo ― ou, melhor ainda, desabilitar ― até que o problema seja resolvido, o que deve ocorrer em breve, quando uma atualização será oferecida pelo desenvolvedor. Já a Cisco os usuários a reinstalarem o software a partir da versão mais recente, que é a 5.34.

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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

SOBRE RAQUEL DODGE NA PGR


A posse da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, acontece na manhã de hoje e marca o fim de um dos mandatos mais intensos da instituição. Ela substitui Rodrigo Janot, que ocupou o cargo por dois mandatos, e a troca de comando acontece num momento de alta tensão, com a Lava-Jato incomodando 11 de cada 10 políticos e o presidente desta Banânia denunciado pela segunda vez, desta feita por formação de quadrilha e obstrução da Justiça.

A cerimônia de posse foi antecipada (das 10 para as 8 horas desta manhã) para contar com a participação do Temer ― líder do QUADRILHÃO DO PMDB na Câmara ―, que viaja mais tarde para os EUA. Janot não comparecerá à posse da sucessora, não só por ter considerado descortesia o prosaico convite que lhe foi enviado por email, mas também pelo fato de ambos serem tradicionais opositores na PGR.

Embora tenha dito que daria total apoio à Lava-Jato, Dodge resolveu dar um prazo de 30 dias para a saída da atual equipe da força-tarefa, que foi nomeada por seu antecessor ― a informação é da revista Época. Durante as eleições para a PGR, ela havia afirmado que todos integrantes da equipe de Janot estavam convidados a permanecer.

Pessoas próximas de Raquel Dodge dizem que, em seu discurso de posse, ela criticará vazamentos; ressaltará os danos de condenações midiáticas; defenderá o respeito ao devido processo legal e levantará a bandeira da harmonia entre os Poderes. A colegas do Judiciário, ela explicou que a decisão de criar uma estrutura para revisar delações não tem conexão com caça às bruxas ― ela quer encontrar lacunas para novas investigações e diz ter medo que, só com os relatos, as acusações não parem de pé. A pauta, decerto, agrada aos investigados, entre eles Michel Temer, que nomeou Dodge.

Ângelo Villela, preso pela PF e acusado de ter recebido propina da JBS, disse à Folha que Rodrigo Janot se referia a Dodge como “a bruxa”. E acrescentou: “Está no meu celular, que foi apreendido”. Aliás, em sua entrevista à Folha, o procurador afirmou que Janot tentou derrubar Michel Temer para impedir a posse de Dodge.

A luta de Janot para manter seu grupo no comando da PGR é um fato inquestionável. Mas igualmente inquestionável é o fato de Joesley Batista realmente ter repassado uma montanha de dinheiro imundo para os operadores de Michel Temer, Lula e Aécio Neves.

O QUE ACONTECE QUANDO SE ENGATA A RÉ COM O CARRO EM MOVIMENTO?

PAÍSES CUJAS CONSTITUIÇÕES PERMITEM QUE POLÍTICOS TENHAM FORO PRIVILEGIADO E QUE ESSES MESMOS POLÍTICOS NOMEIEM OS JUÍZES DESSA MESMA CORTE SÃO POCILGAS LEGALIZADAS, HOSPÍCIOS TRAVESTIDOS DE NAÇÕES.

Se você já teve a oportunidade de engrenar a marcha à ré antes de o carro estar totalmente imobilizado, deve ter ouvido ― e sentido ― uma espetacular “arranhada”. Isso acontece porque a rotação do motor é transferida para a engrenagem da ré por uma “árvore” (ou eixo) diferente da que atua sobre as demais engrenagens (1ª, 2ª etc., conforme você pode conferir neste vídeo). Quando a ré é engrenada, dá-se um “acoplamento” entre as duas “árvores” e o sentido de movimento do veículo é invertido (saiba mais sobre o funcionamento da transmissão de veículos automotores nesta, nesta e nesta postagens).

Se a ré for engatada quando o veículo não está totalmente parado, as engrenagens “arranham” e o motorista senta uma forte vibração na alavanca ― que serve de alerta para ele recolocá-la no “ponto morto”. No caso de a ré “entrar”, a possibilidade de danos aumenta conforme a velocidade; em casos extremos, os anéis, engrenagens e outros componentes da caixa de mudanças chegam a ser moídos (literalmente).

Nas transmissões automáticas, o risco é tão grande quanto nas mecânicas. Todavia, para evitar que a inversão da direção do movimento do veículo danifique a transmissão, os fabricantes implementaram um sistema que evita o acionamento da marcha à ré, mesmo que o motorista faça a mudança pela alavanca ― a não ser em baixas velocidades, como durante uma baliza, por exemplo ―, a único efeito obtido quando se muda a alavanca da posição D para R sem parar o veículo é o acionamento da câmera de ré (caso o modelo conte com esse recurso).

Vale lembrar que, na maioria das transmissões automáticas, uma trava impede a mudança acidental da alavanca da posição D para R ou P. Então, se o amigo leitor quiser testar, primeiro terá de colocar a alavanca na posição N e em seguida mudá-la para R. No entanto, mesmo acreditando no teste feito pelo pessoal da AutoVlog, eu não me arrisquei a experimentar. E sigo fielmente as instruções do manual, no sentido de imobilizar totalmente o veículo antes de mudar a alavanca de D para R e vice-versa.

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É MUITO PRA CABEÇA

A dicotomia na política não foi criada por Lula ou pelo PT, mas é inegável que se tenha acentuado significativamente por obra e graça do demiurgo nordestino e de seu espúrio partido. Nesse contexto de nós contra eles, já não há adversários, só inimigos, e as redes sociais fervilham com factoides, comentários e interpretações que beiram o absurdo. Mas quanto mais “eles” festejam as desventuras de “nós”― e vice-versa ―, mais são desmentidos pelo avanço das investigações e contrariados pela situação que se inverte a cada instante.

Por mais constrangedora que seja a presença de Michel Temer no Planalto, defender a anulação do impeachment e a volta de Dilma é tão despropositado quanto apostar na vitória de Lula no pleito do ano que vem. Réu em 6 ações penais, condenado numa delas a 9 anos e 6 meses de prisão, alvo de 3 denúncias e investigado em outros tantos inquéritos, até mesmo o próprio petralha sabe que não tem chance, notadamente depois do depoimento avassalador de Palocci.

Há quem diga que Lula deveria disputar as próximas eleições, pois sua derrota acachapante exorcizaria o mito de pai do povo, salvador da pátria e outras bobagens que assombram os menos esclarecidos como uma renca de eguns mal despachados. A questão é que isso exigiria o sobrestamento de todas as acusações contra ele, e mesmo nesta Banânia a Lei determina que bandido deve ser julgado pela Justiça, não pelas urnas.

Não se deve menosprezar a capacidade de Lula de conquistar mentes menos informadas, mas é inegável que seu carisma minguou ― como se viu na recente caravana pelo Nordeste ― região em que a pobreza é mais acentuada e o eleitorado, mais facilmente manipulado. Para o cientista político Cláudio Couto, o ex-presidente voltou a ser o que era antes de 2002: “um candidato de piso alto e teto baixo” ― o piso alto lhe dá um lugar no segundo turno; o teto baixo lhe retira chances de vitória.

Tampouco se pode comparar o Brasil dos nossos dias com o de 2002. Naquela época, Lula contou com marqueteiros de primeiro time para criar a imagem do “Lulinha Paz e Amor”; hoje, ele faz mais o gênero jararaca ― e tanto Duda Mendonça quanto João Santana estão temporariamente impossibilitados de auxiliá-lo. Em 2002, José Alencar ajudou a dispersar o receio de um governo norteado pelas ideias radicais e inconsequentes da patuleia petista, e a Carta ao Povo Brasileiro ― idealizada, vejam só, por Antonio Palocci ― sugeria que o “candidato do povo” manteria compromissos internacionais, contratos e metas de superávit primário ― o que foi fundamental para conquistar o apoio de parte do empresariado e obter financiamento de campanha. Naquela época, uma parte considerável da classe média (inclusive das regiões Sudeste e Sul) decidiu dar um voto de confiança ao petista; hoje, sua rejeição é enorme.

Em 2005, quando o Mensalão veio a público, Lula abandonou os feridos no campo de batalha e tratou de salvar o próprio rabo. Por incrível que pareça, acabou convencendo a militância de que a bandalheira fora necessária, que o PT não era corrupto ― os outros é que eram ―, e que ele precisava de apoio para governar e implementar seus programas sociais, e blá, blá, blá. Uma falácia que dificilmente colaria nestes tempos de Lava-Jato, com o deus pai da petelândia colecionando processos e, na falta de opção melhor, batendo sempre na tecla da perseguição política das “zelites”, da Globo, do MPF, do Judiciário e do diabo que o carregue.

Mas não são apenas os militantes petistas, áulicos incorrigíveis, que se deixam enganar pelo besteirol pulula na mídia e nas redes sociais. Todavia, para não encompridar este texto além do concebível, vamos continuar a conversa na próxima postagem. Até lá.

domingo, 17 de setembro de 2017

E AINDA SOBRE LULA...

Se uma figura vale por mil palavras, por quantas vale um clipe de vídeo? Confira abaixo:

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Bom domingo a todos e até a próxima.

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