quinta-feira, 12 de abril de 2007

O computador, a orquestra, o processador...

Conforme adiantei na postagem de ontem, vou repetir aqui, a pedidos de alguns visitantes, uma analogia entre o computador e a orquestra, onde o processador faz o papel do maestro (essa "historinha" foi usada originalmente numa matéria que eu publiquei há alguns anos na revista PC Turbo, no início da minha pareceria com o Robério - abraços, compadre).

Como todos sabemos, uma boa apresentação requer mais que um regente competente. Todos os músicos devem ser igualmente qualificados, afinados e integrados entre si. Bons músicos podem até suprir - ou disfarçar - as limitações de um maestro chinfrim, mas o contrário não é possível: a despeito dos esforços do regente, a platéia não será brindada com um espetáculo de qualidade se os demais integrantes do conjunto não corresponderem à expectativa.
Resguardadas as devidas proporções, o mesmo se dá em relação ao PC, que depende de uma configuração equilibrada, com componentes adequados e bem dimensionados. Uma CPU de ponta pode até esbanjar poder de processamento, mas irá perder ciclos e ciclos de clock aguardando que os dados sejam liberados por um subsistema de memória lento (pior ainda se a quantidade de RAM for insuficiente, porque aí o sistema terá de recorrer à memória virtual - swap file -, e como o HD é mais lento que RAM, o PC irá se tornar uma "carroça").
Moral da história: mais vale um sistema equilibrado, ainda que com uma CPU mediana, que um processador veloz "regendo" um conjunto de componentes medíocres.

Aproveitando o embalo, passemos a outra historinha que visa facilitar o entendimento da dinâmica entre o processador, as memórias e o disco rígido:

Imaginem o PC como um escritório, onde o processador faça as vezes de um funcionário extremamente diligente, mas sem iniciativa própria. Durante o expediente, esse hipotético funcionário atende telefonemas, recebe e transmite informações e instruções, elabora cartas e relatórios, responde e-mails, fax etc. (tudo quase ao mesmo tempo), mas se algum elemento indispensável ao trabalho não estiver sobre a mesa, ele perderá um bocado de tempo escarafunchando gavetas e estantes desarrumadas (quem mandou você não desfragmentar seu disco rígido?). E a situação fica ainda pior quando ele tem de abrir espaço para acomodar sobre a mesa - já abarrotada - outros livros e pastas - e, depois, tornar a arrumar tudo de novo para retomar a tarefa interrompida.
Claro que vocês já associaram a escrivaninha à memória cache; as gavetas à RAM; as estantes ao HD e a "abertura de espaço" à memória virtual, não é mesmo?

Espero que tenham gostado.
Abraços a todos e até amanhã.
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