segunda-feira, 23 de maio de 2011

Imprimir é preciso...

Na época em que a computação pessoal ainda era incipiente, a indefectível parceria entre o microcomputador e a impressora era mais que natural: sem o correio eletrônico para transportar arquivos de um ponto a outro, documentos de texto, gráficos, apresentações e o que mais a gente criasse no computador acabava mesmo no papel. Hoje, mesmo não sendo indispensáveis, esses periféricos continuam populares no âmbito doméstico, onde as “Matriciais”, “Ink Jet” e “Laser” são as tecnologias mais comuns, embora haja outras – como a tinta sólida, a sublimação, a cera térmica e a plotagem, por exemplo – que são direcionadas a segmentos específicos de mercado e, portanto, fogem ao escopo desta postagem.
Enfim, quem tem muitos anos de estrada conheceu as velhas “Margaridas”, que foram preteridas pelas “Matriciais”, que foram preteridas pelos modelos “Ink Jet” e “Laser”. As duas primeiras funcionam basicamente como as tradicionais (e barulhentas) máquinas de escrever. Na Margarida, uma esfera com caracteres em alto relevo (a tal da margarida) gira até a posição desejada e martela a letra, o número ou o sinal gráfico contra uma fita embebida em tinta, que cria a impressão no papel. Nas “matriciais” – que também imprimem mediante impacto e fita tintada – cabeçotes com agulhas geram conjuntos de pontos (matrizes) capazes de reproduzir tanto caracteres alfanuméricos quanto gráficos simples e imagens (até mesmo em cores, ainda que num processo lento e trabalhoso, que apresenta resultados bastante primários).
As impressoras matriciais continuam sendo usadas em lojas, escritórios e pequenas empresas que trabalham com formulários contínuos e documentos fiscais em várias vias (já que o impacto das agulhas permite o uso de papel-carbono). Para uso doméstico, todavia, a única vantagem fica por conta dos suprimentos (as fitas são duráveis e custam menos de 10% do preço de um cartucho de tinta preta), mas sua adoção só se justifica se a idéia for imprimir apenas texto puro – e olhe lá.

Observação: Se você tiver uma relíquia dessas acumulando pó no quartinho de tranqueiras, saiba que a escassez de oferta permite obter bons preços no mercado de usados, desde que a máquina esteja bem conservada e em perfeitas condições de funcionamento (especialmente modelos que operam tanto com formulários contínuos quanto com papel sulfite).

O surgimento das impressoras “Ink Jet” (ou “jato de tinta”), no final dos anos 80, representou uma verdadeira revolução no mundo da impressão. Silenciosos e eficientes, esses modelos proporcionam resultados de excelente qualidade (inclusive em cores) borrifando gotículas de tinta no papel através de uma técnica que combina pressão e eletricidade. Já os modelos a Laser – que usam fontes de luz para “desenhar” os motivos num tambor rotativo e transferi-los para o papel (num processo semelhante ao de fotocopiadoras) – são mais populares no ambiente corporativo, embora venham conquistando gradativamente a preferência dos usuários domésticos. Mas isso já é assunto para o post de amanhã.
Abraços e até lá.
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