quarta-feira, 3 de agosto de 2016

VÍRUS DE COMPUTADOR ― VOCÊ SABIA?

PATRÃO FORA, DIA SANTO NA LOJA.

Se você acha que os vírus de computador surgiram com a popularização da internet, saiba que existem registros teóricos de programas capazes de se autorreplicar que remontam a meados do século passado. Claro que, naquela época, eles não eram conhecidos como “vírus” ― nome que eles ganhariam somente três décadas mais tarde, por conta de semelhanças com seus correspondentes biológicos, tais como precisar de um hospedeiro, serem capazes de se autorreplicar, de se esconder no sistema infectado e de contaminar outros computadores.

De início, a maioria dos códigos maliciosos não passava de “brincadeiras” de programadores perversos, que se divertiam criando e disseminando programinhas que exibiam mensagens engraçadas ou obscenas e/ou reproduziam sons inusitados ou assustadores (vale lembrar que um vírus, em si, não é necessariamente um programa destrutivo, ao passo que um programa destrutivo, em si, não é necessariamente um vírus). No entanto, eles logo passaram a realizar ações nocivas, como apagar dados, inviabilizar a execução de alguns programas ou sobrescrever o disco rígido do PC infetado. Mesmo assim, com raríssimas exceções, seus efeitos se limitavam ao âmbito do software, e bastava reinstalar o sistema para tudo voltar a ser como antes no Quartel de Abrantes.

Depois de cunhado, o termo vírus passou a ser largamente utilizado para designar (incorretamente) os worms, trojans, spywares e toda sorte de códigos nocivos, um engano perdoável quando cometido por leigos, mas não em matérias de jornais, revistas de informática e sites de tecnologia. Em vista disso, convencionou-se usar o termo malware ― acrônimo formado a partir de “malicious software” (programa malicioso) ― para referenciar, indistintamente, qualquer praga digital, aí incluídos os próprios vírus.

Não vou discorrer aqui (outra vez) sobre as diversas categorias em que se subdividem os malwares em geral e os vírus em especial, mas apenas relembrar que estes últimos, pelo menos nos moldes convencionais, cederam a vez para os spywares e afins (trojans, keyloggers, hijackers, ransomwares, etc.), que garimpam informações confidenciais da vítima (senhas bancárias, números de cartões de crédito, etc.) e as repassam aos malfeitores de plantão, que as utilizam em seus golpes espúrios.

A título de curiosidade (ou de cultura inútil, como certamente dirão alguns), eu pensei em relembrar algumas pragas notórias, mas, para não desestimular o leitor com um texto longo demais, vou deixar isso para o próximo post. Abraços a todos e até lá.
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