quarta-feira, 4 de outubro de 2017

LULA E OS RECIBOS DE COSTAMARQUES


Mais uma maracutaia da “alma viva mais honesta do universo”: A PF concluiu que a defesa de Lula mandou o “laranja” da cobertura em São Bernardo, Glaucos Costamarques, assinar 26 recibos falsos depois da prisão de José Carlos Bumlai ― o primo de Costamarques que passou de consiglieri da Famiglia Lula da Silva a alguém que “não era tão amigo assim”, nas palavras do capo di tutti i capi.

Segundo O Globo, os investigadores “avaliam o episódio como uma possível tentativa de obstrução à Justiça por parte de Lula, uma vez que a defesa procurou um dos réus ainda com as investigações em curso”. Se a fraude for comprovada, o molusco deveria ser (novamente) denunciado por obstrução da justiça e preso imediatamente.

O apartamento em questão ― vizinho ao dúplex onde mora Lula ― foi alugado pela Presidência da República para garantir a segurança do então presidente, que continuou a utilizá-lo depois que deixou o Planalto, quando o imóvel já havia sido “comprado” por Costamarques. Pelo menos no papel, porque as investigações apontam que o primo de Bumlai agiu como laranja ― o apartamento teria sido comprado pela Odebrecht e dado a Lula como propina.

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o “investidor” Glauco da Costamarques disse que “levou calote” durante quase cinco anos, pois o aluguel só começou a ser pago em novembro de 2015, depois da prisão de seu primo ― primo esse que o orientou a adquirir o imóvel. Para a Receita Federal, no entanto, Costamarques não tinha cacife para comprar o apartamento ― nem, muito menos, o terreno destinado a sediar o Instituto Lula. Naquele ano, o empresário amargou prejuízos em suas atividades rurais, e a média de seus rendimentos mensais ficou em torno de R$ 5 mil. Os auditores investigam dois empréstimos feitos pelos filhos de Costamarques, num total de R$ 1,66 milhão, e R$ 800 mil pagos pela construtora DAG, que era usada pela Odebrecht para distribuir propina.

A análise fiscal faz parte da ação em que Lula e Costamarques são réus, e a suspeita é de que o ex-presidente tenha se beneficiado do apartamento sem pagar aluguel. Em seu depoimento ao juiz Moro, o Lula disse desconhecer a inadimplência nos pagamentos e prometeu procurar os recibos e entregá-los à Justiça. No mesmo dia, também em depoimento ao juiz Moro, Costamarques afirmou que o contrato de locação foi celebrado com dona Marisa Letícia em 2011, que só começou a receber os aluguéis em novembro de 2015, que alguns pagamentos foram feitos por meio de depósitos não identificados (entre novembro de 2015 e fevereiro deste ano, mês em que a ex-primeira dama morreu) e que assinou de uma só vez todos os recibos referentes ao ano de 2015 ― curiosamente, ele declarou os valores dos pagamentos ao Fisco, apesar de “não ter visto a cor do dinheiro até novembro de 2015”.

Também curiosamente, a PF não encontrou nem o contrato de aluguel nem os recibos quando passou um pente-fino em todos os imóveis ligados ao ex-presidente, mas, na semana passada, a defesa do petralha apresentou 26 comprovantes, todos com a letra de Costamarques e alguns recheados de irregularidades. Eles teriam sido levados ao Hospital Sírio-Libanês a pedido de Roberto Teixeira (advogado e compadre de Lula), e foram assinados todos de uma vez por Costamarques, que estava internado para a realização de uma angioplastia.

Não mudem de canal, senhores telespectadores, porque novas emoções os aguardam.

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