sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

ANO NOVO, VÍRUS NOVO? NÃO EXATAMENTE, MAS VALE A PENA LER...

O HOMEM SÓ ENVELHECE QUANDO OS LAMENTOS SUBSTITUEM SEUS SONHOS.

Boa parte das mais de 3 mil postagens publicadas aqui no Blog desde quando eu o criei, em setembro de 2006, foca na insegurança digital ― representada, sobretudo, pelos malwares e distinta companhia.

Para facilitar a compreensão do assunto por leigos e iniciantes, eu costumo dizer que vírus de computador e assemelhados não são prodígios de magia nem se espalham pelo ar, até porque contam com a participação ―  ainda que involuntária ― dos usuários (daí eu retomar o tema de tempos em tempos para alertar sobre o perigo de abrir anexos de emails suspeitos, navegar por sites idem, baixar aplicativos de fontes duvidosas, seguir links que chegam através de mensagens de phishing, e assim por diante). Dias atrás, no entanto, um artigo que li me fez repensar esses conceitos.

Observação: Não custa nada relembrar que malwares (nome genérico que designa indistintamente qualquer praga digital, dos vírus aos trojans, dos spywares aos ransomwares) são programas de computador como outros quaisquer; a diferença está em sua capacidade de executar instruções maliciosas e/ou potencialmente destrutivas. Em princípio, qualquer software atende os desígnios de seu criador, que tanto pode escrevê-lo para interagir com o usuário através de uma interface quanto para realizar automática e sub-repticiamente as mais diversas tarefas.

A questão é que já existem, sim, programas maliciosos que se espalham pelo ar. E não estou falando do Wi-Fi, do Bluetooth ou de outras tecnologias que possibilitam transferir dados entre dispositivos computacionais sem que eles estejam interligados por um cabo ou que façam parte de uma rede (local ou remota). Segundo o artigo em questão, pesquisadores do Instituto Fraunhofer (entidade alemã que criou o formato MP3) demonstraram ser possível espalhar um vírus de computador pelo ar e infectar qualquer laptop num raio de 20 metros.

A disseminação da praga não depende de conexão com a internet ― o vírus se espalha pelo ar, literalmente, através de sons de alta frequência (que os seres humanos não são capazes de ouvir, mas que podem ser facilmente captados pelos alto-falantes e microfones dos notebooks). Em tese, basta o usuário se aproximar de uma máquina contaminada ― que envia a praga via ondas sonoras ― para que seu computador seja infectado.

Isso aconteceu com o hacker canadense Dragos ― um dos maiores especialistas do mundo em segurança digital ― cujo MacBook, depois de rodar uma atualização misteriosa, começou a agir de modo bizarro, deletando documentos, transmitindo dados e mudando configurações à revelia do usuário. Tudo apontava para uma ação viral, mas aquele computador jamais tinha sido conectado à internet e rodava uma cópia novinha do sistema Mac OS, que o próprio Dragos acabara de instalar. De onde o vírus poderia ter vindo, então? Só se fosse do vento, por mais absurdo que a ideia pudesse parecer.

Os cientistas alemães fizeram um teste controlado e chegaram à mesma conclusão. Até a publicação dos resultados, o vírus real que atacou Dragos ainda não havia sido isolado e provavelmente estaria se espalhando por outras máquinas, já que não era detectado por nenhum tipo de antivírus.

Diante disso, resolvi rever algumas noções sobre malwares e ferramentas de segurança digital. Porém, considerando que este texto já ficou bastante extenso, vou deixar o resto para as próximas postagens. Até lá.

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