terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

SOBRE LULA, O PT E A PRESIDENTE NACIONAL DESSE VALOROSO PARTIDO


Se você está de saco cheio de ler sobre Lula e o PT nas minhas postagens, acredite: mais cheio estou eu de escrever sobre toda essa merda. Mas não tem jeito: enquanto o TSE e o STF não definirem a situação eleitoral e penal do sacripanta, vamos ter de continuar nessa toada. Então, fé em Deus e pé na tábua.

Assim que o ministro Celso de Mello terminar de revisar o relatório de Edson Fachin, a 2.ª Turma do STF deverá julgar o processo em que Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, são acusados por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro (para quem não sabe, a senadora e atual presidente nacional do PT figura em 10 ações no STF, sendo 7 criminais e 3 de indenizações aos cofres públicos). Por sua fidelidade canina a Lula, Dilma, “Coxa” ― codinome da senadora vermelha nas planilhas de propina da Odebrecht ― foi escolhida para suceder a Rui Falcão no comando da ORCRIM (afinal, ninguém melhor do que um criminoso para presidir uma agremiação criminosa). Se for condenada, ela ficará inelegível pelos próximos 8 anos, e sem ter como se reeleger, perderá o direito ao foro privilegiado no final de 2018, quanto termina seu mandato no Senado.

O “X” da questão é que, além de Fachin e Celso de Mello, integram a Turma que julgará a petista os ministros Gilmar Mendes ― o divino ―, Dias Toffoli ― ex-advogado do PT e ex-assessor do então ministro José Dirceu ― e Ricardo Lewandowski ― que foi guindado à Corte por obra e graça da finada ex-primeira-dama Marisa Letícia.

O PT, que, por padrão, costuma enxergar dos fatos somente a versão que lhe convém, está perdendo de vez o contato com a realidade, talvez por ver se agigantarem as chances de seu amado líder acabar na cadeia. Durante a discussão da Reforma Trabalhista no Senado, no ano passado, Gleisi e outras quatro “companheiras de ideologia” ocuparam a mesa diretora e obstruíram a votação por mais de 6 horas. Ao assumir a presidência do PT, a senadora declarou que o partido não faria autocrítica de seus atos escabrosos para não fortalecer o discurso dos adversários; na Nicarágua, ao abrir o 23º encontro do Foro de São Paulo, prestou solidariedade ao PSUV ― vítima, segundo ela e o PT, de violenta ofensiva da direita pelo poder na Venezuela. Mais recentemente, a estapafúrdia entrevista concedida pela lourinha ao site Poder 360 demonstrou não só a lamentável escalada de radicalização que os baba-ovos de Lula vêm promovendo contra o julgamento no TRF-4, mas também o descontrole emocional que domina as principais lideranças do partido.

O medo de ela própria acabar na prisão parece embotar (ainda mais) o já limitado raciocínio da comandanta do PT. Em janeiro, ela viu “Forza Lula” numa faixa exibida pela torcida do Bayern de Munique que ostentava a inscrição “Forza Luca” ― em referência ao jogador italiano ferido numa briga entre torcedores (detalhes nesta postagem). Na semana passada, viu uma homenagem a seu partido no título da música Vai Dar PT, cantada por Leo Santana no Carnaval da Bahia ― e ao saber que as duas consoantes eram as iniciais da Perda Total a que se refere a letra, garantiu que a expressão aludia ao governo Michel Temer. E como se não bastasse, ainda tentou colocar no colo dos que ridicularizaram a gafe o filhote concebido por Lula e amamentado por Dilma (afinal, foi o deus pai da petelândia quem decidiu que o vice do poste, nas campanhas de 2010 e 2014, seria o hoje presidente da Banânia).

Gleisi e seus acólitos parecem dispostos a bater seu próprio recorde de ridículo: Semanas atrás, o Instituto Lula divulgou um “levantamento” segundo o qual o demiurgo de Garanhuns teria sido o “o mais votado para presidente em toda a história” (vide figura que ilustra esta postagem). Mas a história não é bem como os petistas gostaria que fosse.

É fato que dados do TSE atestam que Lula recebeu mais de 136 milhões de votos nominais, considerando os cinco pleitos que disputou (1989, 1994, 1998, 2002 e 2006). Ocorre que ele só venceu os dois últimos.

Observação: A ainda me lembro de quando Lula, num debate com o também criminoso condenado (e já no xadrez) Paulo Maluf, rebateu a afirmação do concorrente, de que seria mais competente para presidir a Banânia, dizendo que “Maluf competia, competia, mas não ganhava”.  

Não se pode perder de vista que o Brasil é o terceiro país com maior número de eleitores no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Indonésia. E que, entre os países que lideram o ranking, é o único onde o voto é obrigatório. Da maneira divulgada pelos petistas, o levantamento não espelha uma análise proporcional do desempenho nas urnas, mesmo porque não é possível comparar países com diferentes números de eleitores sem incorrer em distorções. Além disso, as votações dos demais presidentes citados pelo Instituto se aproximam dos registros eleitorais de seus respectivos países, mas todos disputaram menos eleições do que Lula.

Na comparação com a Indonésia, o PT só levou em consideração os votos recebidos pela ex-presidente Megawati Sukarnoputri, filha de Sukarno, o ditador que comandou o país entre a década de 1940 e 1960. Sukarnoputri, porém, não venceu as eleições que disputou em 2004 e 2009 ― ela foi derrotada por Susilo Bambang Yudhoyono, que, nos dois pleitos somados, contabilizou no primeiro turno mais de 111,3 milhões de votos ― menos do que Lula, mas é preciso lembrar que a Indonésia só passou a ter eleições democráticas a partir de 2004 ― quando Lula já havia disputado 4 eleições e vencido a de 2002.

No caso da Rússia, Putin participou das eleições de 2000, 2004 e 2012 e acumulou 134,9 milhões de votos ― número maior que o registrado por Obama, diferentemente do que aponta o Instituto Lula. Aliás, o levantamento cita três ex-presidentes americanos, mas não se pode esquecer que, nos EUA, o voto é indireto ― ou seja, vence quem tiver maioria no colégio eleitoral formado por 538 delegados distribuídos proporcionalmente pelos estados. Obama somou pouco mais de 134,7 milhões de votos, número menor que o que consta no levantamento do Instituto Lula, mas isso se restringe às eleições de 2008 e 2012, até porque a constituição americana prevê a possibilidade de reeleição uma única vez ― ou seja, se um presidente não conseguir se reeleger ao final dos 4 anos de governo, c’est fini.

Observação: Roosevelt disputou quatro eleições entre 1932 e 1944, somando pouco mais de 103 milhões de votos. No entanto, na década de 1930 a população americana não ultrapassava os 130 milhões de habitantes (contra os 235 milhões estimados em dezembro de 2017 pela agência governamental encarregada pelo censo nos Estados Unidos).


EM TEMPO

Os debates avançaram madrugada adentro, mas a Câmara finalmente aprovou ― por 340 votos a 72 e uma abstenção ― a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, a despeito dos esforços do partido dos imPrestTáveis e seus satélites. 

A previsão é de que a votação no Senado tenha início às 4h da tarde desta terça-feira, e o decreto seja aprovado também naquela Casa, já que, mesmo não sendo a melhor solução, é a única que se apresenta neste momento.


Na Câmara, a deputada emedebista Laura Carneiro, escolhida relatora pelo presidente da Casa, defendeu em seu parecer que o governo apresente um projeto complementar para alocar recursos federais às operações no Rio.

Vamos acompanhar para ver aonde isso tudo vai levar.

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O QUE FAZER SE O PC NÃO RECONHECER SEU SMARTPHONE ― Final


FATTI I CAZZI TUA, CA CAMPI CENT'ANNI 

Complementando o que foi dito no post anterior, veremos a seguir como instalar um driver genérico que permita ao Windows “enxergar” um smartphone que não tenha sido reconhecido automaticamente. Acompanhe:

― Abra o Gerenciador de Dispositivos (no Windows 10, dê um clique direito no botão que convoca o Menu Iniciar e, no menu que se abre em seguida, selecione a opção Gerenciador de Dispositivos).

― Na janela do Gerenciador, localize e expanda a entrada “Outros dispositivos” e verifique qual das opções disponíveis corresponde ao “dispositivo desconhecido” ― que, para efeito desta postagem, é seu smartphone (para facilitar identificação, desconecte e reconectar o cabo USB que conecta o telefoninho ao computador).

― Depois de descobrir qual das opções é a correta, dê um clique direito sobre ela e selecione Propriedades.

― Na tela das Propriedades de Dispositivo desconhecido, clique em Atualizar driver... e selecione a opção Procurar software de driver no computador.

― Clique em Permitir que eu escolha em uma lista de drivers no computador.

― Localize a opção Dispositivos Portáteis, selecione-a, clique em Avançar.

― Finalmente, selecione Dispositivo USB MTP e clique em Avançar.

O Windows irá instalar o driver genérico. Quando o processo estiver concluído, é só você clicar em Fechar, abrir o Explorador de arquivos, clicar no ícone Computador (na coluna à esquerda) e verificar se o smartphone foi reconhecido.

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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

INTERVENÇÃO FEDERAL ― NÃO ADIANTA CHAMAR O EXÉRCITO E DEIXAR A LEI DO LADO DOS CRIMINOSOS (PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG “FATOS” POR J.R. GUZZO)



As Forças Armadas, com o Exército à frente, são a organização mais respeitada do Brasil. Dão de 10 a 0 no Supremo Tribunal Federal, no Ministério Público, nos juízes que ganham o “auxílio-moradia”, na mídia e no Congresso Nacional. Ganham de longe de qualquer organização civil sindicatos, empresas estatais ou privadas, confederações disso ou daquilo, clubes de futebol, OABs e similares. É melhor nem falar, então, da Igreja Católica e das CNBBs da vida ― e muito menos desses lúgubres movimentos sociais, entidades de minorias e outros parasitas que vivem às custas do Tesouro Nacional.

Enfim, as Forças Armadas têm mais prestigio que qualquer outra coisa organizada que exista neste país. Militar não rouba. Militar não falta ao serviço. Militar não é nomeado por político. É exatamente por essas razões por ter nome limpo na praça e valer mais aos olhos do público do que todos os três poderes juntos que o Exército foi chamado para defender um Rio de Janeiro invadido, tomado e governado na prática por um exército de ocupação de criminosos.

Mas é só por isso, e por nada mais: o governo chamou os militares porque esta é a única maneira de tentar mostrar à população que está “fazendo alguma coisa” contra a derrota humilhante que lhe foi imposta pelos bandidos. O Exército não pode derrotar o crime no Rio de Janeiro. Nenhum exército foi feito para isso, em nenhum lugar do mundo. Pode haver algum alívio durante certo tempo, mas depois a tropa tem de sair e aí o crime volta a mandar, porque é o crime, e não o governo e sua polícia, quem manda no Rio de Janeiro.

O governo Michel Temer, no caso, é culpado por empulhação mas só por empulhação. Pela situação do crime no Brasil, com seus 60.000 assassinatos por ano, recordes de roubos, estupros e violência em massa, e a entrega da segunda maior cidade do país à bandidagem, as responsabilidades vão muito além. A culpa pelo desastre, na verdade, é conjunta o que não quer dizer, de jeito nenhum, que ela é dos cidadãos. Ela é de todos os que têm algum meio concreto de influir na questão e não fazem o seu dever.

Como é possível enfrentar a sério o crime se temos leis, um sistema Judiciário e agentes do Estado que protegem ativamente os criminosos? Afinal, do jeito em que está a ordem pública no Brasil, eles têm praticamente o direito de cometer crimes. A maior parte da mídia mantém uma postura de hostilidade aberta à polícia nada parece excitar tanto o fervor do noticiário do que as denúncias contra a “violência policial”. Obedece, ao mesmo tempo, a mandamentos de simpatia e compreensão perante os criminosos, sempre tratados apenas como “suspeitos”, vítimas da situação “social” e portadores prioritários de direitos. A maior parte dos 800.000 advogados do país é contra qualquer alteração que torne menos escandalosa a proteção e garantias fornecidas ao crime pelas leis atualmente em vigor. Policiais são assassinados em meio à mais completa indiferença  policial bom é policial morto, parecem pensar governo, oposição e quem está no meio dos dois. Os bispos, as ONGs, as entidades de defesa dos direitos humanos, as variadas “anistias” internacionais que andam por aí, as classes intelectuais, procuradores, juízes, políticos e mais uma manada de gente boa são terminantemente contra a repressão ao crime. Punição, segundo eles, “não resolve”. Sua proposta é esperarmos até o Brasil atingir o nível educacional, cultural e social da Noruega ― aí sim, o problema estará resolvido.

A jornalista Dora Kramer, na sua coluna da última edição de VEJA, escreveu o que está para ser dito há muito tempo e ninguém diz: a cidade do Rio de Janeiro vive, hoje em dia, como se estivesse ocupada por uma tropa de invasão nazista. Nem mais nem menos. Um invasor do país tem de ser combatido com guerra, e não com decretos, criação de “ministérios de segurança” e a intervenção de um Exército que é mandado à frente de combate com as mãos amarradas. Não tem estratégia clara. Não tem missão definida. Não tem a proteção da lei. Não tem o direito de usar suas armas dentro da finalidade para a qual elas foram projetadas e construídas. Não tem meios adequados sequer para proteger os seus próprios soldados muito menos, então, para atacar o inimigo.

Enquanto for assim, o Rio continuará entregue aos invasores.

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O QUE FAZER QUANDO O PC NÃO RECONHECE SEU SMARTPHONE

É POSSÍVEL ARGUMENTAR COM UM IDIOTA, MAS É IMPOSSÍVEL FAZÊ-LO PENSAR.

Smartphones de última geração são irresistíveis para aficionados por tecnologia, mesmo quando custam os olhos da cara e não trazem grandes inovações  ou mesmo quando trazem, mas dificultam de tal maneira o aprendizado que muitos usuários simplesmente não as utilizam.

Adotar prontamente tecnologias recentes envolve riscos ― como eu costumo dizer, os pioneiros são reconhecidos pela flecha espetada no peito ― e exige capital, mas vamos deixar para discutir isso em outra ocasião. De momento, veremos o que fazer se, ao conectarmos um celular novo no computador para transferir dados entre os aparelhos, o Windows não o reconhece  um problema bastante comum, que geralmente ocorre devido à falta do driver que permite ao sistema operacional do computador “enxergar” o telefoninho como um drive externo.

Observação: Drivers ― ou controladores ― são programinhas de baixo nível (designação que nada tem a ver com a sofisticação do software, mas sim com seu envolvimento com o hardware) que garantem a intercomunicação entre dispositivos de hardware e o sistema operacional. Já o termo drive faz referência a unidades de armazenamento de dados, como o HDD, o pendrive, etc. 
  
Windows é capaz de instalar e operar a maioria dos dispositivos fabricados até a época do seu lançamento (note que drivers desenvolvidos para o Windows 10 podem não funcionar no Seven, por exemplo, e vice-versa). Todavia, a rapidez com que a tecnologia contribui para desatualizar rapidamente esse banco de drivers nativos. Demais disso, é preferível usar drivers desenvolvidos pelos próprios fabricantes dos componentes, que tendem a ser mais eficientes que os genéricos, além de ampliarem a gama de recursos e funções do hardware.

Até não muito tempo atrás, sempre que comprávamos um periférico qualquer (monitor de vídeo, impressora, drive de HD externo, câmera digital, etc.), recebíamos um disquete ou CD com os drivers que deveríamos instalar no computador. Hoje em dia, se o Windows não reconhecer o dispositivo automaticamente, só nos resta garimpar o driver no site do respectivo fabricante. No caso específico dos smartphones, essa providência nem sempre é necessária ― sem mencionar que os telefoninhos inteligentes oferecem diversas alternativas de comunicação, como o Wi-Fi, o Bluetooth, o NFC, e por aí afora.

ObservaçãoO NFC (de Near Field Communication) é uma tecnologia semelhante ao Bluetooth, só que mais veloz ― e mais segura, já que a troca de dados (arquivos, programas, músicas, filmes e fotos) exige que os aparelhos envolvidos estejam posicionados a poucos centímetros um do outro. Isso pode ser desconfortável, mas ajuda a prevenir acessos não autorizados ao aparelho. O Bluetooth, cujo alcance pode chegar a 100 metros, abre espaço para o Bluejacking e o Bluebugging, por exemplo, que burlam os procedimentos de autorização e identificação e permitem que arquivos sejam executados ou transferência sem a autorização expressa do usuário.

Mas há casos em que queremos estabelecer uma conexão cabeada entre o smartphone e o PC (até porque a transferência de dados é mais rápida). O problema é que nem sempre é fácil encontrar o driver específico, que varia conforme a marca e modelo do dispositivo em questão. Em sendo o caso, é possível “quebrar o galho” com um controlador genérico, como veremos em detalhes na próxima postagem. Até lá.

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domingo, 18 de fevereiro de 2018

AINDA SOBRE AS ELEIÇÕES E UMA INTRODUÇÃO À INTERVENÇÃO FEDERAL NO RJ




Lei da Ficha-Limpa pode nos livrar do arrivista de esquerda, mas a ameaça representada pelo extremista de direita tende a crescer. Até que ponto, só Deus sabe, porque os órfãos do petralha dificilmente se renderão aos "encantos" de Bolsonaro ― aliás, nada garante nem mesmo que eles aceitem a orientação de seu amado mestre e votem em Haddad (parece que Jaques Wagner prefere disputar uma vaga no Senado a ir para o sacrifício).

Quanto a Luciano Huck, nenhuma surpresa. Ejá havia fechado a porta em novembro, embora a tenha deixado destrancada ao pedir que seu nome não fosse retirado das pesquisas de intenção de voto. Como os pré-candidatos têm até o dia 7 de abril para se filiarem a algum partido, também não será surpresa se ele desista de desistir, já que sua vontade de concorrer é nítida. Faltam-lhe é coragem para ter sua privacidade devassada e colhões para apostar alto numa parada de “tudo-ou-nada”. 

Se o apresentador global teria cacife para aglutinar os partidos de centro, ou o que aconteceria se ele conseguisse se eleger, bem, aí é outra conversa. Mas a Globo o ajudou a descer do muro ao cientificá-lo de que tanto ele quanto sua angélica esposa teriam de trilhar um caminho sem volta ― o que significaria abrir mão dos milhões que o casal fatura dominando mais de 3 três horas semanais de programação na emissora. Com isso, Alckmin acalenta o sonho de transformar seu patético voo de galinha num profícuo voo de condor, o que pode até acontecer enquanto não aparecer outro “outsider” (convenhamos: o picolé de chuchu definitivamente não entusiasma).

No que tange à intervenção federal no Rio de Janeiro (não confundir com intervenção militar, a despeito de o interventor ser general do exército), o decreto está valendo desde a última sexta-feira, mas deverá ser avalizado pelo Congresso ― deputados e senadores têm 10 dias para votar sua manutenção, o que, na Câmara, deve ocorrer já na próxima segunda-feira, e no Senado, até o final da próxima semana.

Pezão (que na verdade se chama Luiz Fernando de Souza) posa de pai da criança, dizendo ter negociado a intervenção na área da segurança do Rio pensando no bem-estar da população. Na verdade, na quarta-feira de Cinzas, ao reconhecer publicamente que o crime organizado vem dando de lavada no seu desorganizado governo ― como dão conta as ocorrências no Carnaval, com casos de violência na capital e em cidades do litoral e do interior do Estado ― o governador forneceu a deixa para Michel Temer decretar a intervenção federal.

Observação: Enquanto Momo reinava alegremente na capital Fluminense, arrastões aconteceram até mesmo em bairros considerados seguros, como Leblon e Ipanema. Como que para fechar a festa com chave de ouro, São Pedro mandou um temporal com 7 mil raios, água para inundar boa parte das regiões norte e oeste da Cidade Maravilhosa e deixar 4 mortos e mais de 2 mil desalojados. Enquanto isso, o prefeito Marcelo Crivella passeava na Europa. A viagem custou R$ 130 mil aos contribuintes, e o MPRJ está analisando a questão para decidir que medidas adotar. Desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2016, Crivella passou 36 dias no exterior ― em viagens oficiais, segundo ele, mas que, por enquanto, não trouxeram benefício algum para a população carioca.

Autorizados pelo presidente, Moreira Franco, ministro da Secretaria-Geral da presidência, e Raul Jungmann, ministro da Defesa, voaram para o Rio e enfiaram o plano goela abaixo de Pezão, que, diferentemente de Roberto Sá ― secretário de Segurança estadual, que apresentou seu pedido de exoneração 4 horas depois de Temer assinar o decreto ―, não renunciou, talvez por ser alvo de diversas investigações no STJ (deixar o cargo significaria abrir mão do foro especial por prerrogativa de função).

Inicialmente, tanto Rodrigo Maia quanto Eunício Oliveira (presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente) forma contrários à medida, mas acabaram “convencidos” de que era isso ou isso. Na noite da próxima segunda-feira, Maia deverá nomear um relator na CCJ da Câmara, que apresentará o parecer a ser votado pelos demais parlamentares. É necessária a presença de 257 dos 513 deputados para que a sessão seja aberta e 50% mais 1 voto dos presentes para que o decreto seja aprovado. Com a inclusão da intervenção na pauta, a reforma da Previdência, cuja discussão estava prevista para a próxima terça-feira, será adiada sine die ― e vai ficar para o próximo presidente, pois o Planalto não tem os 308 votos necessários para aprová-la,― já que a Constituição não pode receber emendas enquanto viger a intervenção federal.

O interventor, general de Exército Walter Souza Braga Netto, terá plenos poderes sobre as secretarias estaduais de Segurança Pública, as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros e a Administração penitenciária. Ele ficará subordinado diretamente a Temer ― não estando sujeito, portanto, a normas estaduais que conflitarem com as medidas necessárias à intervenção. Áreas da administração fluminense que não tenham relação direta ou indireta com a segurança seguirão sob o comando do governador Luiz Fernando Pezão.

Uma pesquisa encomendada pelo governo, que ouviu por telefone 1.200 moradores do Rio de Janeiro, dá conta de que mais de 80% deles aprovaram a intervenção. Já a oposição vê o decreto como uma manobra que visa disfarçar a incapacidade do governo de votar a PEC da Previdência, como uma medida fadada ao fracasso num estado falido, ou como ambas coisas.

Particularmente, sou contrário a qualquer medida impositiva ― e não há nada mais impositivo do que governar por decreto ―, mas situações desesperadoras exigem medidas desesperadas. A intervenção pode não ser a melhor solução, mas qual seria a alternativa, então?  O jeito é torcer para funcionar ― se não funcionar... bem... vamos dar um passo de cada vez.

Dando tempo e jeito, assista ao vídeo:


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sábado, 17 de fevereiro de 2018

AINDA SOBRE O CIRCO DAS ELEIÇÕES 2018


A imagem acima é uma alusão à intervenção federal na Segurança do Estado do Rio de Janeiro (assunto que será abordado oportunamente). Dito isso, vamos ao que interessa.

Dentre os quase 20 postulantes à presidência da Banânia (num universo surreal de 35 partidos oficialmente registrados e outros 73 aguardando a vez), são bem poucos os que têm chances reais de chegar ao segundo turno. Por ironia do destino ― ou pela ignorância atávica do nosso povo ―, os que mais se destacam são justamente aqueles que mais preocupam.

Lula, ao que tudo indica, ficará fora do páreo. Claro que estamos no Brasil, onde interpretar as leis ao sabor de conveniências e especificidades não é incomum. Mas é consenso entre os juristas ― aí incluídos ministros do TSE e do STF ― que a Lei da Ficha-Limpa sepulta as pretensões eleitorais do criminoso condenado (se o PT chegar a pedir o registro de sua candidatura, o TSE deverá negá-lo). Quando, porém, é que são elas. E enquanto dura essa agonia, Bolsonaro continua colhendo frutos de sua alardeada postura anti-Lula e antipetista (que a mim parece ser seu único predicado).

Alckmin empacou nos 5%, mas pode cair se e quando forem comprovadas as denúncias de corrupção feitas por delatores contra ele. No final do ano passado, a PGR pediu ao STJ (instância em que tramitam processos contra governadores, que também têm direito a foro especial por prerrogativa de função) a abertura de um inquérito (que corre em segredo de justiça). Seja como for, pelo que se pode inferir da história pregressa do PSDB, a candidatura do “picolé de chuchu” será mais um voo de galinha ― isso se ele chegar politicamente vivo às eleições. Uma pena, porque, a julgar pelos concorrentes, Alckmin ― se realmente não estiver envolvido nas maracutaias ―, é uma das poucas alternativas dignas de consideração.   

Observação: O governador tucano afirma que “nunca nossa vida pública precisou tanto de transparência e verdade; confio que a apuração das informações pela Justiça encerrará todas as dúvidas”. Mas foi isso mesmo que Temer disse quando sua conversa pecaminosa com Joesley Batista veio a público  e depois vendeu a alma ao Diabo para impedir que as investigações avançassem no STF). E Lula, que jura inocência a despeito de responder a 7 ações criminais (por enquanto), ter sido condenado em uma delas (em duas instâncias do Judiciário) e está com um pé no Complexo Médico-Penal de Pinhais, em Curitiba. Se alguma vez ― uma única vez ―, qualquer figurão da nossa política, investigado, indiciado ou processado, assumir publicamente sua culpa, vai chover merda no Ceará!

Luciano Huck nega ser candidato, mas vem se equilibrando nas pesquisas de opinião pública ― depois de Lula (que, como dito, deverá ser impedido de concorrer) e de Bolsonaro (cuja candidatura tende a se esvaziar sem Lula no páreo). O apresentador compartilha com outros pretendentes o honroso terceiro lugar, o que demonstra a vantagem do “novo” sobre os representantes da velha política tupiniquim. Aliás, quanto mais a candidatura de Alckmin patina, mais cresce entre os políticos de centro a vontade de lançar a candidatura de Huck, que já confirmou que desistiu de concorrer. Lembro que ele disse isso em novembro, mas pediu que seu nome não fosse retirado das pesquisas. Por essas e outras, podemos ter novidades até abril.

Joaquim Barbosa teria dado trabalho a Dilma e Aécio se tivesse concorrido em 2014, quando sua popularidade ― advinda do julgamento do mensalão ― estava nos píncaros, mas perdeu o bonde da história: mesmo empatado com Alckmin e Huck, o ex-ministro enfrenta resistência até mesmo dentro do PSB, onde velhas raposas como Aldo Rebelo e Beto Albuquerque também disputam o posto de candidato. Claro que Barbosa pode se filiar a outro partido até o dia 7 de abril, e já conversou com vários. Só acho estranho que seu “ponto forte” seja a suposta intolerância com a corrupção e, mesmo assim, ele não descarta uma aliança com o próprio PT, embora refute composições com PSDB, MDB e DEM.

Rodrigo Maia e Henrique Meirelles ora são e ora não são candidatos a candidato. Ambos gostariam de disputar, naturalmente, mas eu gostaria que chovesse champanhe francês, e até até hoje isso não aconteceu. Temer também sonha com a reeleição, mas isso é tão improvável que não merece sequer uma análise mais detalhada (até porque o medebista ocupa a "honrosa posição" de presidente mais impopular desde a redemocratização do Brasil).

Propostas excêntricas não faltam entre outros virtuais candidatos: repleto de menções a Deus, o deputado evangélico Cabo Daciolo, que pretende concorrer pelo Avante depois que foi expulso do PSOL, vê na intervenção militar a solução para o país. Ele já chegou a defender o fechamento do Congresso Nacional, onde “só tem corruptos”, e a anunciar que daria sete voltas no prédio da Câmara e do Senado paraexpulsar o demônio da corrupção”. De napoleões de hospício, já nos basta Collor, que se diz candidatíssimo (segundo as más-línguas, está de olho é no governo de Alagoas). Ou a ex-apresentadora Valéria Monteiro, que quer cativar o eleitorado prometendo ― dentre outras sandices ― licença-maternidade de três anos e isenção de Imposto de Renda para quem ganha menos de R$ 3.700.

Nessa bando de doidos destaca-se também cirurgião plástico Roberto Miguel Ray Júnior, mais conhecido como Dr. Hollywood, famoso por recauchutar estrelas de cinema e exibir seus prodígios pela TV. Dentre outras asnices, ele defende a execução do Hino Nacional todas as manhãs ― quando as pessoas deverão ficar em pé e colocar a mão direita no lado esquerdo do peito, como se faz nos EUA ―, diz que não precisa de coligações com outros partidos nem de tempo na TV, e que, se for eleito, reduzirá o número de ministérios a 15, dobrará o salário dos policiais e o efetivo da polícia, e por aí vai. Segundo o médico, “em 2018, o Brasil vai ter uma escolha: a mesma merda de sempre ou o Dr. Rey”.

Outra figura bizarra é Guilherme Boulos, líder do MTST, que estuda concorrer pelo PSOL. É certo que com Lula fora do páreo o chefe dos arruaceiros até pode dividir votos da patuleia com a deputada estadual gaúcha Manuela D’ávila, do PCdoB. Ou com Marina Silva, a eterna candidata, mas acho que não dá para o cheiro.

Junta-se a esse séquito de desvairados o pseudo cearense Ciro Gomes, que concorreu e perdeu em 1998 e 2002; Cristovam Buarque, que disputou em 2006; Eymael ― do jingle chiclete “Ey-Ey-Eymael, um democrata cristão” ― e Levy Fidelix ― do “aero trem”. Se fosse de internar todos esses napoleões de hospício, faltariam vagas nos manicômios como faltam celas nas penitenciárias para trancafiar todos os criminosos engravatados deste país

As eleições presidenciais de 2018 se assemelham às de 1989 na quantidade estapafúrdia de candidatos, mas as similaridades não vão além disso, pois a conjuntura atual é muito diferente. No final dos anos 1980, havia esperança; hoje, o que existe é um pessimismo generalizado das pessoas com com o sistema político. Isso foi comprovado pelo número de abstenções, votos nulos e em branco nas eleições de 2016, e tudo indica que em outubro a coisa será ainda pior (voltarei a esse assunto oportunamente).

Para Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, terá chances de se eleger quem conseguir transmitir soluções para as principais aflições da população (segurança pública, saúde e estabilidade econômica) e que melhor fizer frente ao ambiente de rejeição aos políticos em geral, cujo plano de fundo é a corrupção.

Resta-nos votar com consciência e ver que bicho dá.

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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

ELEIÇÕES 2018 ― O CIRCO PROMETE!


O cenário eleitoral que se descortina lembra o de 1989, quando 22 candidatos disputaram a presidência desta Banânia. Desta vez, porém, além de políticos tradicionais, teremos banqueiros, apresentadores de TV, um líder dos sem-teto, um bombeiro e até um recauchutador de celebridades ― que anunciou sua intenção de concorrer caso consiga refundar o Prona, partido que lançou o folclórico Dr. Enéas à presidência nos anos 1990. 

Diante dos escândalos de corrupção suprapartidária, é natural que surjam nomes de fora da política tradicional ― e que os políticos de carreira “manifestam preocupação” com os oportunistas, aventureiros e salvadores da pátria, pois receiam perder a teta que os alimenta. Mas o fato é que, a menos de oito meses das eleições, ainda não surgiu ninguém capaz de desbancar, pela esquerda, Lula, o criminoso condenado, e pela direita, Bolsonaro, o militar aposentado e extremista abilolado, que disputam a preferência dos pouco instruídos e nada esclarecidos eleitores tupiniquins. Ou, pelo menos, é isso que apontam as pesquisas de intenção de voto.

Pouco lembrados pelo povão, mas cheios de gás (segundo eles próprios), estão Geraldo Alckmin, Ciro Gomes, Marina Silva, Levy Fidelix, Christovam Buarque, Eymael e, pasmem, Fernando Collor ― os notórios integrantes do bloco “Tente Outra Vez”. 

Entre os “Eternamente Indecisos”, destacam-se Joaquim Barbosa, Luciano Huck, Rodrigo Maia e Henrique Meirelles. Na ala dos “novatos”, figuram João Amoedo, Paulo Rabello e, pasmem de novo, Guilherme Boulos, e no “Bloco do Eu Sozinho”, além de Bolsonaro, sambam Manuela D’Ávila, Álvaro Dias e outras figuras prosaicas, como o Dr. Hollywood, o cabo Daciolo e a apresentadora Valéria Monteiro.

Para aumentar ainda mais a confusão, FHC vem dando corda a Luciano Huck, ainda que o candidato oficial do seu partido à sucessão presidencial seja Geraldo Alckmin, o “picolé de chuchu”.

Do alto dos seus quase 90 anos (mas com invejável lucidez), o ex-presidente tucano ignora solenemente as constantes negativas de Huck (que já comunicou oficialmente à Globo, no final do ano passado, que não será candidato) e diz que o apresentador está considerando a ideia, que seu estilo é peessedebista e que sua candidatura “seria positiva, porque é preciso arejar, botar em perigo a política tradicional, mesmo que seja do PSDB”.

Publicamente, Geraldo Alckmin ― que já se viu ameaçado pela súbita (e efêmera) popularidade de João Dória, mas acabou sagrando-se presidente nacional do PSDB e candidato oficial à presidência ― mantém as aparências, mas, nos bastidores, seu descontentamento com a fala do tucano-mor é notório.

É bom lembrar que, nas pesquisas de intenção de voto, Alckmin fica entre 5% e 6%, de modo que Fernando Henriqueque jamais caiu de amores pelo governador de São Paulo, apenas verbalizou o que pensa boa parte do partido, ou seja, que "é melhor vencer com Huck do que perder com Alckmin".

Luciano Huck nega ser candidato, mas não consegue esconder sua vontade de concorrer, como dá conta o avanço das tratativas com os partidos que lhe abriram as portas. Além do namoro com o DEM, ele agendou para depois do Carnaval uma nova rodada de negociações com o PPS e vem estreitado relações com o movimento Agora ― do qual já faz parte ―, talvez visando pavimentar sua eventual sustentação no Congresso. Parece que lhe falta apenas o empurrão definitivo ― que, se ainda não veio, não deve demorar.

Quanto a Lula, em que pese o pedido de habeas corpus preventivo no STF ― que o relator Fachin jogou no colo do plenário ―, a Justiça Eleitoral não deve autorizar sua candidatura. Em conversas de bastidor, vários ministros sinalizaram que eventuais recursos apresentados por candidatos “ficha-suja” serão analisados em menos de uma semana, e Luiz Fux, atual presidente do TSE, deixou claro que candidatos enquadrados na Lei da Ficha-Limpa até podem pedir o registro, mas ele lhes será negado.

Mas a verdade é uma só: para que o horizonte se desanuvie, é imperativo definir de vez a situação jurídica e eleitoral do molusco abjeto. Enquanto isso não acontecer, todas as previsões e exercícios de futurologia serão tão confiáveis quanto horóscopo de revista de fofoca.

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HORÁRIO DE VERÃO TERMINA NESTE FINAL DE SEMANA


QUANDO TODAS AS OPINIÕES SÃO SUBJETIVAS, NENHUMA RESOLUÇÃO ABSOLUTA PODE SER ALCANÇADA.

Habitantes de 10 estados do país e do Distrito Federal deverão atrasar seus relógios em uma hora à zero hora do próximo domingo.

O polêmico “horário de verão”, que entrou em vigor no último dia 15 de outubro, resulta de uma determinação federal que visa economizar energia, mas, na prática, vem se revelando menos eficaz a cada ano que passa.

Se você não aprecia o horário de verão, saiba que ele será encurtado em duas semanas neste em 2018 (no ano passado, o governo chegou a cogitar de extingui-lo, mas mudou de ideia). Isso significa que os relógios deverão ser adiantados somente no primeiro domingo de novembro (dia 4), em vez de no terceiro final de semana de outubro, como ocorreu nos últimos anos.   

A mudança decorre de um decreto presidencial que tem como propósito evitar que a diferença de horários no Brasil afete o segundo turno das eleições. Em 2014, por exemplo, o horário de verão atrasou em duas horas o início da divulgação dos resultados do segundo turno da eleição presidencial, já que os números só puderam se tornar públicos depois que todas as urnas foram fechadas, às 17 horas. E quando eram 5 da tarde no Acre, já eram 8 da noite pelo horário de Brasília.

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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

AINDA SOBRE O AUXÍLIO-MORADIA NO JUDICIÁRIO



Os seguidores da seita do inferno se vêm valendo da concessão do auxílio-moradia para atacar o juiz Sérgio Moro e outros membros do judiciário, numa nítida represália contra aqueles que ousaram condenar seu amado líder. Curiosamente, eles parecem não levar em conta que ninguém foi tão beneficiado por versões bandalhas desse benefício quanto o próprio Lula (não vou repetir aqui o que escrevi na última segunda-feira, já que você pode ler seguindo este link).

O STF deve voltar a discutir auxílio-moradia, ou melhor, julgar a liminar do ministro Luiz Fux, que, em 2014, autorizou o pagamento de R$ 4.378 mensais a todos os juízes do país. Espera-se que os ministros consigam ao menos impor restrições à concessão do benefício, já que as pressões contrárias são grandes, inclusive no próprio Judiciário: na semana passada, a Associação dos Juízes Federais do Brasil pediu à ministra Cármen Lúcia que retirasse a ação da pauta, argumentando que o processo não está pronto para ser julgado porque falta uma manifestação da entidade.

O salário do Judiciário se baseia na remuneração dos ministros do STF (a propósito, ninguém naquela Corte recebe o benefício, mas 6  ministros têm residências funcionais, como é o caso de Gilmar Mendes, que possui imóvel próprio em Brasília). No entanto, diversos penduricalhos ― como auxílio-moradia, auxílio-educação, diárias, passagens e outros ― não entram no cálculo do “teto” de R$ 33,7 mil, sem mencionar que, por ter sido concedido através de liminar e de maneira indiscriminada, o auxílio-moradia se incorporou aos vencimentos daqueles que o recebem, o que complica dificulta ainda mais situação (até porque a lei assegura a irredutibilidade dos vencimentos dos magistrados).

Observação: A ONG Contas Abertas calcula que o pagamento do benefício a cerca de 17 mil magistrados e 13 mil promotores e procuradores custou à União e aos Estados R$ 4,5 bilhões (até junho de 2017; atualizado até dezembro, esse valor chega a R$ 5 bilhões), mas a devolução dos valores é questionável, pois o pagamento foi autorizado pelo STF e pelo CNJ, e quem recebeu o fez de boa-fé. Por mais imoral ― ou inaceitável ― que seja alguém receber um salário de mais de R$ 30 mil, ter domicilio próprio no município onde trabalha e ainda ganhar auxílio-moradia, enquanto o STF não decidir em contrário o benefício é legal

O que a patuleia ignara vem fazendo em sua estúpida patrulha moral revanchista é sentar em cima do rabo e falar mal do rabo alheio. Salta aos olhos que os alvos dos falsos moralistas vermelhos são os juízes Sergio Moro e Marcelo Bretas ― responsáveis pelos processos da Lava-Jato em Curitiba e no Rio de Janeiro, respectivamente ―, e os desembargadores Victor Laus e Leandro Paulsen ― dois dos três integrantes da 8.ª Turma do TRF-4, que manteve a condenação de Lula e aumentou a pena na segunda instância. É nítido que seu propósito seja atacar quem mais têm trabalhado pela restauração da moralidade neste país.

Se vamos falar em benefícios imorais, não devemos nos esquecer das aposentadorias milionárias, dos planos de saúde com cobertura irrestrita e direito aos melhores hospitais, além, claro, dos apartamentos ― que deveriam ser “funcionais” ― dos suplentes dos suplentes de parlamentares federais, estaduais e municipais (gente em quem nosso “esclarecidíssmo” eleitorado votou, vota e continuará votando ad perpetuam). Depois, perguntam por que nossos governantes não investem em educação!

Bastaria um pouco de “vontade política” para diminuir essa farra indecente e fazer sobrar dinheiro para investir em segurança, moradia, saúde, transporte, etc., pois o que se arrecada de imposto no Brasil é uma exorbitância ― observe o rodapé do cupom fiscal que você recebe quando faz compras no supermercado ou abastece o carro, por exemplo, e veja se eu não tenho razão. 

Enfim, como lembrou a jornalista Lillian Witte Fibe numa postagem recente em seu Blog, foi graças ao trabalho de equipes como as da Lava-Jato, Greenfield, Zelotes, Custo Brasil e outras, o chamado “prejuízo evitado” aumentou mais de vinte vezes entre 2014 e 2016. Esses servidores impediram os ladrões engravatados de roubar quase R$ 60 bilhões de nossos impostos só em 2016. Pensando bem, eles ganham muito pouco diante do benefício que nos fazem. E às futuras gerações. O dinheiro que eles retiveram nos cofres públicos em 2016 equivale, praticamente, à metade do déficit público. Deixem-nos trabalhar em paz.

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AVISO AOS USUÁRIOS DO NAVEGADOR GOOGLE CHROME

CHI FA DA SÈ, FA PER TRE. 

Um alerta da empresa de segurança digital Malwarebytes dá conta de que um script malicioso injetado em websites pode fazer o Google Chrome congelar e exibir um aviso como o da figura que ilustra esta postagem.

Os criadores do script se valeram de uma API do próprio navegador para forçá-lo a iniciar milhares de downloads simultâneos, travando o processador em 100% de uso ― dependendo da configuração de hardware do aparelho, pode nem ser possível fechar a janela do programa da maneira convencional (ou seja, clicando no “X”, no canto superior direito da tela).

Ainda não se descobriu nada relativo a roubo de dados ou instalação de spyware, mas os usuários podem ficar apreensivos com a mensagem de que o computador está infectado e ligar para o número que aparece na tela, e é aí que mora o perigo: ao fazer a ligação, a vítima pode ser alvo de engenharia social e revelar informações confidenciais.

De acordo com a Malwarebytes, uma das formas de evitar o problema é deixar o bloqueador de anúncios ativo. Como o site não vai conseguir carregar o código, o Chrome não travará.

Caso seu navegador congele, você pode recorrer ao Gerenciador de Dispositivos do Windows (dê um clique direito num ponto vazio da Barra de Tarefas, escolha a opção correspondente e encerre os processos relacionados com o navegador). Se não funcionar, use o excelente SuperF4.

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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

ARNALDO JABOR E A “MÚSICA” QUE TIRO FOI ESSE?


O jornalista, cineasta e escritor Arnaldo Jabor é um dos maiores autores de textos que ele não escreveu da internet brasileira. Desocupados que buscam causar polêmica instantaneamente nas redes sociais costumam assinar com o nome de Jabor críticas ferinas sobre diversos assuntos ― e, na maioria das vezes, conseguem a repercussão desejada. Do mesmo modo, a escritora Clarice Lispector é outra campeã de reflexões divulgadas com seu nome, sem que ela as tenha escrito.

Nos últimos dias, tem circulado nas redes sociais e no WhatsApp um novo exemplar de texto falsamente atribuído a Arnaldo Jabor, com críticas à música Que Tiro Foi Esse?, da funkeira Jojô Toddynho, ao gosto musical do brasileiro e à “cegueira” do povo quanto às “mazelas do nosso país” (confira na imagem que ilustra este post).

O texto não foi escrito por Arnaldo Jabor. Não há registro dele no site oficial do jornalista, nem nos jornais nos quais ele foi colunista, como O Estado de S. Paulo O Globo. Procurado pelo Me Engana que Eu Posto, Jabor respondeu por e-mail, breve e claramente: “eu não escrevi essa bobagem. Por favor, desminta”.

Embora seja apenas mais um dos falsos pensamentos atribuídos a Jabor, o texto “Que Tiro Foi Esse?” iludiu até mesmo figuras ilustres, como o cantor e compositor Jorge Vercillo. Conhecido por hits dos anos 1990 e 2000, como MonalisaQue Nem Maré e Homem-Aranha, o descuidado Vercillo publicou o conteúdo em seu perfil no Facebook, de onde a mensagem falsa acabou compartilhada 4.256 vezes na rede social.

Diante da repercussão negativa de sua postagem, taxada como preconceituosa por alguns internautas, Vercillo, aparentando não ter percebido que se tratava de um texto falso, explicou, em outra publicação no Facebook, que o usou como uma forma de criticar o “nível baixíssimo de música” que cai no gosto do brasileiro.

Apenas 14 horas depois, em uma nova postagem na rede social, Vercillo fez menção ao “suposto texto de Jabor” compartilhado por ele. “Há 4 horas atrás, nem sequer sabia da existência de uma música chamada ‘Que tiro foi esse’, nem conhecia essa cantora Jojô Todynho, a quem em momento algum tive intenção de criticar. Critico sim, esse sistema que está emburrecendo grande parte da música brasileira e a todos nós!”, explicou.

Segue mais um texto atribuído a Jabor ― eu acho que não seja dele, mas isso irrelevante diante da lucidez das considerações expendidas. Confira:

Jamais vou entender este fenômeno chamado, Carnaval.
Um povo sofrido, roubado, explorado, muitas vezes sem perspectivas, de uma hora pra outra, explode numa alegria sem motivo, sem limites, sem pudor.
Homens que até sexta feira trabalharam de terno e gravata, no sábado saem às ruas maquiados, vestidos de mulher, sutiã por cima de peitos peludos, braços e pernas cabeludas, numa imitação grotesca e sem sentido do sexo feminino.
Mulheres que se matam em trabalhos muitas vezes degradantes e mal remunerados, que sofrem nas filas de hospitais e creches, aparecem na passarela cobertas de brilho e rebolando como se não houvesse o amanhã.
Os canalhas no poder adoram esta orgia sem sentido porque, pelo menos por alguns dias, o povo está olhando pro outro lado, enquanto eles continuam sugando cada gota de sangue e cada centavo que possam roubar.
As ruas estão apinhadas de foliões urrando de alegria, e eu me pergunto: VOCÊ ESTÁ ALEGRE POR QUÊ? Sua vida melhorou de ontem pra hoje? Seu salário aumentou? Seu filho entrou numa boa escola? Se você cair de um trio elétrico e quebrar a cabeça, vão te levar para um bom hospital? Você terá água em casa pra tomar banho quando voltar da gandaia?
Então me explica: TA RINDO DO QUÊ?
Você sai à rua, com esta mesma vontade, para protestar a esta roubalheira absurda que está destruindo nosso país?
Por estas e outras que os governantes adoram Carnaval, e eu jamais vou entender por que nosso povo é tão alienado.


Com Veja/Me Engana Que eu Posto

Observação: Você também pode colaborar com o Me Engana Que eu Posto no combate às notícias mentirosas da internet. Recebeu alguma informação que suspeita – ou tem certeza – ser falsa? Envie para o blog via WhatsApp, no número (11) 99967-9374.

ASSISTAM A ISTO:


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AINDA SOBRE COMO MANTER O CHROME NOS TRINQUES

A TEIMOSIA É MAIS CUSTOSA QUE A OBEDIÊNCIA.

O desempenho de um aplicativo, qualquer que seja ele, depende em grande medida dos recursos do computador como um todo, e estes variam conforme a configuração de hardware, o estado do sistema operacional, a quantidade de softwares instalados, e por aí afora. O Chrome é um navegador ágil por natureza, mas é possível deixá-lo ainda mais rápido procedendo a alguns ajustes simples. Acompanhe:

― Abra o Chrome, clique nos três pontinhos à direita da barra de endereços e, no menu de opções, selecione Configurações.

― Role a página até o final e clique em Mostrar Configurações Avançadas...

― Sob Privacidade, desmarque todas as caixas de verificação assinaladas, com exceção dos itens Usar um serviço de previsão para carregar as páginas mais rapidamente e Proteger você e seu dispositivo de sites perigosos.

ObservaçãoSe você acha importante contar com o auxílio de um corretor ortográfico, marque a caixa Utilizar um serviço na Web para ajudar a solucionar erros de ortografia.

Mais abaixo, na mesma página, sob Rede, clique no botão Alterar configurações de proxy… e, em Configurações de LAN, desmarque todas as opções assinaladas, clique OK em ambas as telas e reinicie o navegador.

Concluída essa etapa, reveja as extensões do navegador ― programinhas que, embora ampliem a funcionalidade do browser, podem consumir muita memória RAM. Além disso, algumas extensões são instaladas à sua revelia ― de carona com freewares descarregados da Web por exemplo ―, e podem não ter qualquer utilidade para você. Então:

― Torne a acessar a tela de configurações do Chrome, clique no menu Mais ferramentas e em Extensões.

― Na janela das extensões, desmarque o quadrinho ao lado de Ativada nos itens que você deseja desabilitar. Caso queira remover uma extensão (se ela realmente não tiver utilidade para você), clique no ícone da lixeira correspondente à extensão em questão e reinicie o navegador.

Abrir várias instâncias do browser (ou várias abas ao mesmo tempo) também resulta em aumento no consumo de memória. Habitue-se a fechar as abas ociosas ou, se preferir, instale o plugin Great Suspender ― que monitora em tempo real as abas abertas e coloca em animação suspensa as que estão inativas. Para adicionar esse complemento, torne a acessar a janela das configurações do Chrome, abra a tela das extensões, clique em Obter mais extensões, digite Great Suspender na caixa de pesquisas e tecle Enter. Quando localizar o programinha, clique sobre ele e em Usar no Chrome.

Concluída a instalação, reinicie o navegador e clique no ícone que terá sido adicionado na porção à direita da barra de endereços e, no menu suspenso que se abre em seguida, selecione Configurações, ajuste o tempo de inatividade da página (o intervalo padrão é de uma hora, mas você pode alterar para qualquer outro entre 20 segundos e 3 dias ― sugiro 5 minutos) e torne a reiniciar o navegador.

Bom Carnaval e até mais ler.

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